"Os Novos Ecossistemas do "Sertão Carioca
Transformação da Paisagem e História de Uso da Terra na Bacia do Rio Piabas (1968-2018), Rio de Janeiro
Dados Bibliográficos
| ID | 4331630 |
|---|---|
| Autores | Felipe Noronha (0000-0002-7640-0209, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Marcelo Motta De Freitas (0000-0002-2066-052X, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Marcelo Motta Freitas, Armando Solórzano (0000-0001-7562-0720, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) |
| Ano | 2022 |
| Volume | 34 |
| Fascículo | 1 |
| Data de publicação | 2022-06-13 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Sociedade & natureza (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0103-1570 • E-ISSN: 1982-4513 |
| Editora | PPUFU - Portal de Periódicos da Universidade Federal de Uberlândia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/sn-v34-2022-64183 |
| OpenAlex | W4288755201 |
| Idioma | PT |
| Referências citadas | 3 |
As transformações na paisagem são produto histórico das relações sociais com o ambiente. Os ecossistemas modificados por essas agências respondem a estas transformações com novidades ecológicas, sobretudo na estrutura e composição. Atualmente podemos entender estas paisagens culturais como sistemas socioecológicos compostos por novos ecossistemas. As áreas distantes do centro urbano do Rio de Janeiro, conhecidas como "Sertão Carioca", foram destinadas à agricultura e vêm sendo atingidas pelo processo de expansão urbana. Os ecossistemas remanescentes guardam as marcas da história de uso do solo. A bacia do rio Piabas, parte integrante do "Sertão Carioca", foi analisada com objetivo de compreender a transformação da paisagem e identificar as mudanças na cobertura vegetal e uso das terras ocorridas no período de 1968 a 2018. Foram usadas fotografias aéreas de 1968 e imagens de satélite de 2018 a fim de comparar os mapeamentos da cobertura vegetal e uso das terras na escala 1:10.000. A bacia do rio Piabas em 1968 apresentava predominância de plantios agrícolas (63%), onde viam-se lavouras perenes ou temporárias e plantios de banana. Nas serras, encontravam-se fragmentos florestais remanescentes (25%) e árvores frutíferas plantadas ao redor das casas (4,3%). No ano 2018, predominam novos ecossistemas florestais em estágio médio de regeneração (47%). O avanço dessa classe contou com o recuo dos bananais e com o decreto do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB). Das lavouras temporárias e permanentes, restam somente 10%. Comparando a variação das transformações nesses 50 anos, o crescimento da área urbana se destaca (539%), registrando a chegada da cidade ao "Sertão". Essa expansão urbana ocorreu principalmente sobre ecossistemas de baixada. A falta de planejamento territorial que concilie a conservação da biodiversidade e atividades agroecológicas no processo de urbanização dessa região afetará as condições de qualidade de vida de seus residentes
Art · Geography · Humanities · Forestry · Rural Development and Agriculture
| Velocidade de citação | historical |
|---|---|
| Altamente citado | Não |