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Quantas vidas tem Camões? Sobrevidas rasurantes e representações do amor homoerótico na ficção de Frederico Lourenço

Bibliographic Data

ID4360150
AuthorsJorge Vicente Valentim (0000-0002-9275-9801, Universidade Federal de São Carlos, corresponding author)
Year2020
Volume51
Issue3
Pages189-198
Publication date2020-12-31
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista da Anpoll (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1414-7564 • E-ISSN: 1982-7830
PublisherANPOLL (PUBLISHER)
DOI10.18309/anp.v51i3.1419
OpenAlexW3114280178
LanguagePT

O artigo propõe uma leitura do conto de Frederico Lourenço - ficcionista, tradutor, investigador e professor da Universidade de Coimbra -, "O retrato de Camões" (2005, de A formosa pintura do mundo). Na obra, Camões é revisitado e ganha sobrevidas rasurantes, na medida em que se torna eixo primordial para uma reflexão detida sobre as formas de amor que não se coadunam com as normas heteronormativas, em virtude de um homoerotismo presente, ora explícito, ora sutil. Pretende-se pensar de que forma a personagem camoniana, nos seus deslocamentos da condição de mito para uma condição humana, tal qual sublinha Eduardo Lourenço (1999), contribui para refletir sobre as múltiplas possibilidades de ser e estar no mundo do homem português do século XXI a partir de uma experiência amorosa outra, que ousa dizer o seu nome

Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Philosophy

Highly citedNo

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