Estruturas de posse inalienável adjetivada
Apontamentos Iniciais Sobre a Sua Aquisição Em Português Brasileiro
Bibliographic Data
| ID | 4384610 |
|---|---|
| Authors | Fernanda Mendes (0000-0003-2128-9918, Universidade Federal de São Carlos, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 16 |
| Issue | 1 |
| Pages | 168-199 |
| Publication date | 2020-04-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Linguíʃtica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1808-835X • E-ISSN: 2238-975X |
| Publisher | Revista Linguistica (PUBLISHER) |
| DOI | 10.31513/linguistica.2020.v16n1a31610 |
| OpenAlex | W3081305913 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
A presente pesquisa tem como objetivo aprofundar a análise sintático-semântica de estruturas possessivas inalienáveis apresentada em Mendes (2017, 2015), observando dados de aquisição do português brasileiro comparados a dados da gramática-alvo. Para tanto, examina-se o seu comportamento quando ocorrem em construções predicativas e atributivas (BARON; HERSLUND, 2001) modificadas por um adjetivo, já que parece haver, conforme aponta o trabalho de Kayne (1975) para o francês, restrições para a veiculação da leitura inalienável de acordo com a presença e/ou tipo de adjetivo que modifica o nome possuído nessas construções com possuidor externo. Assume-se nesta pesquisa, estendendo o que Guéron (1985) e Vergnaud e Zubizarreta (1992) afirmam também para o francês, que as restrições propostas por Kayne (1975) para essas construções relacionam-se com a estrutura temática em português brasileiro. No que concerne ao processo de aquisição da linguagem, enquanto as restrições não são adquiridas, hipotetiza-se que a interpretação inalienável seja superestendida, tornando-se restrita às condições licenciadas pela gramática adulta à medida em que a criança avança em idade. Para verificar as hipóteses adotadas nesta pesquisa, foi desenvolvido, portanto, um estudo de caráter experimental com três grupos, sendo dois de informantes infantis (crianças mais jovens e mais velhas) e um de informantes adultos (controle). Os resultados, que, por um lado, confirmam a hipótese aventada para o percurso da aquisição dessas estruturas, e, por outro, não se apresentam como conclusivos em relação à gramática adulta do português brasileiro, indicam que, embora não categórico, o presente estudo traz importantes apontamentos acerca da questão
Humanities · Linguistics and Discourse Analysis · Linguistics and Education Research · Philosophy · Syntax, Semantics, Linguistic Variation
| Highly cited | No |
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