O "velho" e o "novo" na canção portuguesa Amália Rodrigues, o fado e o canto de intervenção na Revolução dos Cravos
Bibliographic Data
| ID | 4434933 |
|---|---|
| Authors | Francisco Palomanes Martinho (0000-0001-7859-9533, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 39 |
| Issue | 81 |
| Publication date | 2023-12-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Varia Historia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-8775 • E-ISSN: 1982-4343 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0104-87752023000300010 |
| OpenAlex | W4390606420 |
| SCIELO_PID | S0104-87752023000300006 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
A partir de finais da década de 1960, o fado e sua principal intérprete, Amália Rodrigues, foram identificados com o atraso político, econômico e cultural do Estado Novo português. Por um lado, o gênero musical era convidativo à resignação e ao conformismo; por outro, Amália era vista como adepta e colaboradora da ditadura de Oliveira Salazar e Marcello Caetano. Em substituição ao fado, uma nova canção, conhecida como "canto de intervenção", ganhava crescente simpatia, sobretudo entre as juventudes universitárias e os segmentos de oposição. O presente artigo tem por objetivo analisar, por um lado, o gradual isolamento do fado e de Amália Rodrigues entre a crise do regime autoritário português e o processo revolucionário que se seguiu ao golpe de 25 de Abril de 1974; por outro, o papel do "canto de intervenção" como resultado de uma nova estética adequada aos valores do Estado revolucionário
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |