Quando o dragão assume o lugar do cavalo
Um caráter pós-colonialista na obra criolla de Xul Solar
Bibliographic Data
| ID | 4454346 |
|---|---|
| Authors | Maria Bernardete Ramos Flores (0000-0002-9438-031X, Universidade Federal de Santa Catarina, corresponding author) |
| Year | 2012 |
| Volume | 32 |
| Issue | 63 |
| Pages | 361-380 |
| Publication date | 2012-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Brasileira de História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-0188 • E-ISSN: 1806-9347 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0102-01882012000100017 |
| OpenAlex | W1970980751 |
| SciELO | S0102-01882012000100017 |
| Language | PT |
A figura de são Jorge na luta contra o dragão, que tanto aparece nas pinturas de Kandinsky, funcionava como um xamã guerreiro e curador dos males da sociedade moderna. Xul Solar, representante da vanguarda criolla argentina, na crença de que a América, com seus sistemas de mitos e crenças, revelava um espaço espiritual, no qual se desenvolveria a nova humanidade, toma o dragão para subverter os fluxos da colonização. Na aquarela Drago, de 1927, tida como a melhor representação de sua utopia de unidade latino-americana, um dragão engalanado pelas bandeiras da América Latina desliza por sobre o mar em direção à Europa, saudado pelas bandeiras das Metrópoles. O homem montado no dragão segura um bastão encimado por um triângulo (que para Kandinsky era o símbolo da vida espiritual), para levar ao Velho Mundo a mensagem do Mundo Novo
Art · Art history · Drag · Humanities · Physics · Utopia · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|