A ilha de Cecília Meireles
Bibliographic Data
| ID | 4466720 |
|---|---|
| Authors | Mariana Oliveira (0000-0002-6164-0138, University of Wisconsin–Madison, corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Issue | 20 |
| Pages | 175-190 |
| Publication date | 2022-07-07 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Opiniães (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2177-3815 • E-ISSN: 2525-8133 |
| Publisher | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2022.194188 |
| OpenAlex | W4291605991 |
| Language | PT |
A conexão que Cecília Meireles sentia a respeito de seus antepassados açorianos se manifesta em sua obra. O sentimento de camaradagem com o povo açoriano foi instilado em Cecília pela avó que a criou e encorajado pela sua duradoura correspondência com o poeta Armando Côrtes-Rodrigues. A orfandade de Cecília estimulou este impulso em direção à terra de seus antepassados. A poeta teve a oportunidade de conhecer os Açores em 1951, mas as ilhas reais não se alinharam perfeitamente com as ilhas de sua imaginação. Cecília, então, criou uma ilha fictícia perfeita, um local onde ela poderia se exilar: a Ilha do Nanja, descrita em poemas e em crônicas. A Ilha do Nanja é pitoresca e nostálgica. Esta comunicação analisa a metáfora da ilha utópica na obra de Cecília Meireles com o auxílio da teoria das ilhas, que prioriza a experiência de escritores ilhéus. Meireles, natural do Rio de Janeiro, é uma forasteira escrevendo sobre as ilhas. A insularidade em sua obra é imaginária, não vivida. Interrogo se uma autora continental pode fazer parte do cânone insular e exploro a atração transatlântica exercida pelos Açores sobre a poeta
Art · Humanities · Coastal and Marine Management · Island Studies and Pacific Affairs · Travel Writing and Literature
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |