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Preservação de territórios culturais

Os asilos-colônia Santo Ângelo (Mogi das Cruzes) e Aimorés (Bauru) e as cidades paulistas

Bibliographic Data

ID4467523
AuthorsBianca Maria Batista Janotti (0000-0002-6524-5434, Pontifícia Universidade Católica de Campinas), Maria Cristina Da Silva Schicchi (0000-0002-4267-2601, Pontifícia Universidade Católica de Campinas)
Year2023
Volume18
Issue36
Pages41-72
Publication date2023-12-29
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista CPC (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1980-4466 • E-ISSN: 1980-4466
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/issn.1980-4466.v18i36p41-72
OpenAlexW4393252753
LanguagePT
References cited1

Entre 1930 e 1960, a política de tratamento dos hansenianos por meio do isolamento implantada no estado de São Paulo tornou-se modelo para muitas cidades brasileiras. Os asilos-colônia, complexos hospitalares criados para essa finalidade, foram pensados para funcionar em rede, de forma que pudessem abranger todo o estado a partir de cinco asilos-colônia: Santo Ângelo, Padre Bento, Pirapitingui, Cocais e Aimorés. Esses asilos - construídos entre 1920 e 1930 - foram tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico entre 2016 e 2018. Sua história, ligada a essa cadeia de instituições de tratamento, demandou uma abordagem de estudo de conjunto, mas também uma leitura dos próprios territórios onde estão inseridos, pois entende-se que esses complexos não se mantiveram alheios aos processos políticos e de planejamento locais. Assim, o objetivo principal da pesquisa foi estudar os asilos-colônia como equipamentos complexos de escala urbano-territorial. A partir de um levantamento preliminar dos cinco asilos tombados, foram selecionados dois deles para estudo de caso: o Santo Ângelo (Mogi das Cruzes) e o Aimorés (Bauru). Buscou-se avaliar as condições de uso, apropriação e os significados atuais desses complexos, tanto por seu papel no desenvolvimento territorial dos municípios onde estão situados, quanto, principalmente, para as populações locais. A pesquisa se apoiou nos métodos histórico-analítico e empírico. O resultado possibilitou a ampliação da discussão sobre os asilos-colônia como territórios culturais e apontar novos critérios de apreensão dos significados culturais a eles relacionados, como contribuição à reflexão sobre a preservação dos denominados "patrimônios marginais

Art · Geography · Humanities · Migration, Racism, and Human Rights

  • Devolvendo a identidade

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