A problemática da ruína
Das teorias da preservação patrimonial do século XIX ao restauro crítico
Bibliographic Data
| ID | 4467565 |
|---|---|
| Authors | Angela Rosch Rodrigues (0000-0002-8057-1369, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Issue | 24 |
| Pages | 9 |
| Publication date | 2017-12-29 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista CPC (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-4466 • E-ISSN: 1980-4466 |
| Publisher | Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.1980-4466.v0i24p9-34 |
| OpenAlex | W2781535537 |
| Language | PT |
As ruínas constituem um profícuo campo de digressões e experimentações colaborando para a maturação do conceito de monumento histórico que se sedimentou a partir do século XIX. No século seguinte, os traumáticos episódios bélicos configuraram o desafio de enfrentar os arruinamentos recentes, atualizando a problemática. Este trabalho tem como objetivo verificar como os remanescentes em estado de ruína são abordados pelo corpus teórico dos principais debates da preservação patrimonial entre o século XIX e a promulgação da Carta de Veneza (1964), documento que consolidou as bases do restauro contemporâneo. Para tal análise, parte-se da verificação de duas indagações: ruínas, o que são e como intervir nelas? Na rede de atribuições de significados que envolve o conceito de patrimônio cultural, verifica-se que a definição de ruína é complexa por implicar os seguintes aspectos: grau de descaracterização, condição de uso, idade das edificações, distanciamento temporal e causas do arruinamento. A desarticulação de um bem potencializa a complexidade no trato com as preexistências e a aceitação das marcas de sua destruição. Considerando a acepção de ruína como um estado de degeneração (independentemente da idade da edificação), constata-se que as prescrições teóricas para seu tratamento não se diferenciam de qualquer outro bem cultural; sendo válidas, portanto, as operações de manutenção, conservação e restauração, embasadas metodologicamente nas seguintes premissas: mínima intervenção; distinguibilidade; respeito à materialidade; reversibilidade; e utilização de materiais e técnicas compatíveis, conjugadas a partir de uma estrita análise histórica e crítica de cada objeto e seu grau de degradação
Art · Humanities · Conservation Techniques and Studies · Cultural Heritage Management and Preservation · Philosophy
| Highly cited | No |
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