A emergência do Zika vírus no Brasil e a resposta federal dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de Vigilância Sanitária
Bibliographic Data
| ID | 4479267 |
|---|---|
| Authors | Cátia Verônica Dos Santos Oliveira (0000-0002-0464-1476, Fundação Oswaldo Cruz), Vera Lúcia Edais Pepe (0000-0003-0606-1544, Fundação Oswaldo Cruz), Lenice Gnocchi Da Costa Reis (0000-0001-5020-2469, Fundação Oswaldo Cruz), Mariana Vercesi De Albuquerque (0000-0002-0763-6357, Fundação Oswaldo Cruz), Henrique Sant’anna Dias (0000-0003-3419-2496, Fundação Oswaldo Cruz) |
| Year | 2024 |
| Volume | 34 |
| Publication date | 2024-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Physis Revista de Saúde Coletiva (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-7331 • E-ISSN: 1809-4481 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0103-7331202434sp104pt |
| OpenAlex | W4398778142 |
| SCIELO_PID | S0103-73312024000100304 |
| Language | PT |
| References cited | 18 |
O artigo analisa a resposta federal dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de Vigilância Sanitária frente à epidemia do Zika vírus no Brasil, de 2015 a 2018, com foco nos contextos político-institucionais e no conteúdo das medidas governamentais desenvolvidas no período. O estudo ancorou-se na abordagem institucionalista histórica, compreendendo análise documental e entrevistas com atores-chave. A resposta se caracterizou pela priorização inicial da emergência sanitária na agenda política do governo federal, reduzindo-se ao longo do período, influenciada pelas crises financeira e política. Verificou-se multiplicidade de atores e instâncias voltadas à contingência, com certa articulação entre os dois sistemas, a partir de experiências pré-emergência próprias. O controle vetorial teve centralidade, valorizando ações intersetoriais e comunitárias, induzidas sobretudo pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e complementarmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Observaram-se expressivas limitações alocativas de recursos financeiros novos e mudanças no aparato organizativo de resposta, com efeitos para a continuidade das políticas no pós-emergência, incluindo o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e testes. A Emergência em Saúde Pública do Zika Vírus no Brasil foi marcada por limitada institucionalização de aprendizados e estratégias estruturantes, reduzindo oportunidades para a (re)organização das vigilâncias no Sistema Único de Saúde
Art · Geography · Humanities · Vigil · COVID-19 epidemiological studies · Innovation and Socioeconomic Development · Mosquito-borne diseases and control
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