O Naturalismo Na Livraria Do Século Xix
Bibliographic Data
| ID | 4503976 |
|---|---|
| Authors | Leonardo Mendes (0000-0002-8318-3759, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 100 |
| Publication date | 2020-07-22 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0100-0888 • E-ISSN: 2236-0999 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/rel.v100i0.68846 |
| OpenAlex | W3047999188 |
| Language | PT |
Na historiografia tradicional o naturalismo ocupa uma posição rebaixada. Aceitam-se alguns romances (como O cortiço, de Aluísio Azevedo), mas não suas concepções de homem e de literatura. No Brasil, o escritor José Verissimo foi o principal porta-voz das críticas ao naturalismo. Ele escreveu sobre os principais romances da estética, quase sempre assumindo uma posição de resistência. Para ele, o naturalismo era antiartístico e carecia de "cor local". Era uma "literatura crua" e assim passou para a história. Nesse trabalho, vamos estudar o naturalismo não apoiados nos juízos da elite letrada, mas a partir do lugar dos livros naturalistas no comércio livreiro do século XIX. Abandonamos o axioma evolucionista e a visão da história literária centrada num território a fim de conceber o naturalismo como uma manifestação literária transnacional, como "naturalismo-mundo". Neste novo cenário, o naturalismo emerge como uma "estética da experimentação" que se espalhou para várias partes do mundo a partir de 1870 e abrigou vários modos de execução de seus princípios. Fora dos circuitos letrados e seus periódicos, o naturalismo era uma literatura do prazer e da conexão erótica com a matéria, com dezenas de títulos em oferta e vários best-sellers
| Highly cited | No |
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