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Identidades, luta pela terra e resistência

Bibliographic Data

ID4515260
AuthorsVilson Cesar Schenato (0000-0002-7804-8675, Universidade Federal de Campina Grande), Mércia Rejane Rangel Batista (0000-0003-4995-1117, Universidade Federal de Campina Grande)
Year2015
Volume35
Issue1
Pages79-92
Publication date2015-10-13
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRaízes Revista de Ciências Sociais e Econômicas (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0102-552X • E-ISSN: 2358-8705
PublisherRaizes Revista de Ciencias Sociais e Economicas (PUBLISHER)
DOI10.37370/raizes.2015.v35.427
OpenAlexW3016573022
LanguagePT
References cited1

No presente artigo analisa-se a ação de indivíduos que lutam pelo acesso e manutenção da terra, operando com a dialética entre a moral camponesa e as perspectivas contemporâneas de inserção social. Focaliza-se a relação entre os iguais e os desiguais, entre coletivos e indivíduos, entre identidades e diferenças estabelecidas com os "outros", a partir da experiência dos que vivem no Assentamento Bela Vista (Esperança - PB). A metodologia conjugou a observação participante, entrevistas orais e as notas no diário de campo. As narrativas orais construídas a partir do trabalho da memória foram analisadas conforme as identidades reconstruídas e (re) significadas em relação às "lutas" do passado e do presente, no espaço social e simbólico, as quais têm gerado novas dinâmicas, alterando a configuração do território e das relações sociais. Destacamos que a luta pela terra não se constitui a partir de pessoas com identidades totalmente diaspóricas; do nosso ponto de vista e a partir da pesquisa realizada, podemos afirmar que a mesma se faz por meio da resistência, na qual se buscou efetivar um projeto orientado por uma economia moral camponesa. Os posseiros se envolveram no processo de luta social motivados por um senso de justiça, reivindicando o direito sobre a terra da qual estavam sendo "expulsos". A resistência permitiu transformar suas identidades de posseiros para assentados, chegando à propriedade privada e definitiva da terra, reconhecendo-se atualmente enquanto agricultores. Orientam-se pela economia moral camponesa, que lhes dá subsídios para agirem socialmente e para resistirem, lançando mão de várias estratégias para continuar na terra e para escapar da seca, ao passo que pleiteiam programas públicos e participam dos jogos sociopolíticos locais, que ultrapassam os limites do assentamento

Humanities · Political science · Sociology · Agriculture, Land Use, Rural Development · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Social and Economic Solidarity

  • The Moral Economy of the Peasant

    James C Scott•Moral Economy of the Peasant•2017

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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