Descolonizando Corpos E Subjetividades
Representações Femininas Em Amores Insólitos De Nuestra Historia (2001)
Bibliographic Data
| ID | 4764359 |
|---|---|
| Authors | Maria De Fatima Oliveira Marcari, Maria de Fátima Alves de Oliveira Marcari (0000-0002-9774-0085, Universidade Estadual Paulista (Unesp), corresponding author) |
| Year | 2022 |
| Volume | 17 |
| Issue | 30 |
| Pages | 211-222 |
| Publication date | 2022-02-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Literatura, História e Memória (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-5313 • E-ISSN: 1983-1498 |
| Publisher | Universidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER) |
| DOI | 10.48075/rlhm.v17i30.28128 |
| OpenAlex | W4210758088 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
Na coletânea de contos Amores insólitos de nuestra historia (2011), a escritora argentina Maria Rosa Lojo reelabora as histórias individuais e coletivas de personagens que foram subalternizadas pelo discurso histórico hegemônico: indígenas, mestiças e cativas; fundadoras de uma Argentina transculturada, construída em boa parte graças às mestiçagens e alianças de culturas e etnias. Nosso trabalho objetiva analisar como a escritora ressignifica as subjetividades femininas, por meio de narrativas em que o corpo forma parte do processo de articulação dos sujeitos femininos que se opõem à colonialidade de gênero. Assim, as narrativas questionam a concepção patriarcal do corpo feminino como território a ser conquistado, reconhecendo-o como um locus de emancipação e de constituição de subjetividades. Outrossim, analisamos como as narrativas recuperam figuras subalternizadas sem vitimizá-las ou idealizá-las, subvertendo não apenas o discurso patriarcal, mas também o projeto nacional argentino que se assumiu como etnicamente branco, e que buscou minimizar o papel das mulheres, além de tentar apagar os indigenas e outras minorias étnicas da história nacional. Contamos com o apoio teórico dos estudos de Lugones (2008, 2019), Mignolo (2020) e Bordieu (1999
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |