A arte ao serviço do império e das colónias
O Contributo De Alguns Programas Expositivos E Museológicos Para O Discurso De Legitimação Territorial
Bibliographic Data
| ID | 4791982 |
|---|---|
| Authors | Conceição Alves Pinto (0000-0001-9055-9630, corresponding author), Carla Alferes Pinto |
| Year | 2016 |
| Volume | 6 |
| Publication date | 2016-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Midas (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2182-9543 • E-ISSN: 2182-9543 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/midas.957 |
| OpenAlex | W2340474600 |
| Language | PT |
| Citations received | 4 |
| References cited | 1 |
Em 1966 saiu o livro A Arte Indo-Portuguesa, da autoria de Madalena de Cagigal e Silva (1920-1984). Surgido num contexto de afirmação nacionalista face aos acontecimentos políticos e diplomáticos que circunstanciaram a sua publicação, a reconfiguração do indo-português em categoria artística foi o corolário de um processo de afirmação de Portugal através da narrativa que associava a ideia da "heroica gesta descobridora dos Portugueses" aos objetos artísticos. A classificação de objetos artísticos como indo-portugueses surgira no âmbito da realização da exposição Special Loan Exhibition of Spanish and Portuguese Ornamental Art (1881) no South Kensington Museum em Londres. Recebida, utilizada e criticada em Portugal, a adjetivação étnica manteve-se ancorada nas artes decorativas até ser alargada à escultura, no contexto da realização de uma exposição no Museu Nacional de Arte Antiga (1947). O indo-português, largamente dominante quer quanto ao número de peças quer quanto à extensão temporal e territorial que abarcava, foi desde cedo associado aos programas expositivos e museológicos que iam construindo a narrativa da "arte portuguesa", ainda que produzida em contexto não-europeu, contribuindo, a par com outros objetos, para a consolidação de uma ideia de excecionalidade e primazia histórica e identitária nos territórios transoceânicos da Índia e de África, e que se prolongou bem para além da década de 1960. Neste artigo procura-se reconstruir o percurso de aceitação e afirmação do indo-português no contexto do trabalho desenvolvido pelas equipas dos museus nacionais, concomitantemente com a análise do discurso e dos objetos selecionados para a programação das exposições internacionais que tinham por pano de fundo a representação de Portugal num contexto de afirmação política
Art · Context (archaeology · Exhibition · Humanities · Linguistics · Portuguese · Visual arts · History · Philosophy · Socioeconomic Development in Asia
| Citations per year | 0.4 |
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| Citation span | 2016 - 2025 (10) |
| Highly cited | No |