Antropologia histórica como conceito de história natural em Adorno
Bibliographic Data
| ID | 4863688 |
|---|---|
| Authors | Virginia Helena Ferreia Da Costa (0000-0001-9287-4634, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 19 |
| Issue | 1 |
| Pages | 25-43 |
| Publication date | 2019-02-28 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Griot Revista de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-1036 • E-ISSN: 2178-1036 |
| Publisher | Griot Revista de Filosofia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.31977/grirfi.v19i1.1146 |
| OpenAlex | W2915640246 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
O tema geral do presente artigo trata da antropologia histórica encontrada em "The Authoritarian Personality" e fundamentada em "Dialética do Esclarecimento". Especificamente, abordaremos a conceituação que compreende as movimentações pulsionais (segundo leitura da teoria freudiana) enquanto natureza interna, fundamento da concepção da antropologia aqui debatida. Com isso, ao falarmos de antropologia e de natureza, não estamos nos referindo a concepções imutáveis e "biologizantes", mas a noções históricas e contextuais. Para tanto, iremos nos voltar à "Ideia de história natural" adorniana, precisamente à dialética entre história e natureza. No texto, Adorno trata de dois movimentos de tal dialética: uma concepção de Lukács, para quem elementos da história se tornam naturalizados enquanto segundo natureza, o que pode ser exemplificado com o esquematismo hollywoodiano promovido pela indústria cultural; o segundo movimento, sob influência de Walter Benjamin, trata da transitoriedade histórica da natureza, quando resquícios arcaicos reprimidos pelo sentido histórico dominante ressurgem, tornando-se possibilidade de outra orientação histórica. Este debate se mostra importante justamente porque se encontra no cerne da relação entre economia-política/sociologia e psicanálise, os domínios teóricos mais relevantes para a primeira geração da Teoria Crítica. Por mais que pensemos que há uma antropologia implícita para Horkheimer e Adorno - que enxergariam o ser humano enquanto naturalmente agressivo e destruidor -, o nosso intuito é mostrar que, se a antropologia e a natureza são históricas, o ser humano age a partir da pulsão de morte justamente porque o meio social que o forma é ele mesmo dominador, violento, reificado e alienante
Humanities · Sociology · Critical Theory and Philosophy · Philosophy · Psychoanalysis, Philosophy, and Politics · Psychology and Mental Health
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |