Pelas portas que os gatos veem, o poema chegará
Cixous e Lispector em tradução
Bibliographic Data
| ID | 4884117 |
|---|---|
| Authors | Flavia Trocoli Xavier Da Silva (0000-0002-6140-2690, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 27 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Alea Estudos Neolatinos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1517-106X • E-ISSN: 1807-0299 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1517-106x/2025e66728 |
| OpenAlex | W4410622036 |
| SciELO | S1517-106X2025000100411 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
No posfácio à tradução brasileira de A chegada da escrita, de Hélène Cixous (2024) lê-se que ritmo impresso ao texto traduzido porta a marca de Água viva (1973), de Clarice Lispector, como um suplemento àquilo que a voz da escrita diz que a ritma, isto é, a lalemã, evocação do alemão materno como canto, lalação, onomatopeia. A partir do encontro entre o texto francês "La venue à l'écriture", de 1976, o texto de Clarice e o texto traduzido, este ensaio propõe-se a pensar movimentos da escrita de Cixous que impedem que o texto se fixe em um já-escrito, relançando a escrita no que ela fará, assim como a parataxe dá forma ao entrecortado do instante e desafia a causalidade - a causa é matéria de passado, diz a voz de Água viva que quer o instante-já que não cessa de morrer e renascer. Ao livro ainda a escrever, Cixous chama - poema. E dizer chamar não é dizer nomear. Chamar é lembrar a chama de um fogo morto ou iminente. Chamar é fazer apelo, é anunciar, é lançar em direção a, colocando a escrita em chegada, em ponto de partida, em tradução, em vida, como recebê-la? Em mais de uma língua, chamando o poema que soletrará o idioma Cixous, lugar de passagem do idioma Clarice
| Highly cited | No |
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