Predicados inacusativos e a modalidade deôntica
Bibliographic Data
| ID | 4896831 |
|---|---|
| Authors | Nathalie Rech (0000-0002-9278-2702, Universidade Federal de Santa Catarina), Núbia Ferreira Rech, Giuseppe Varaschin (0000-0003-1446-2700, Universidade Federal de Santa Catarina), Giuseppe Freitas Varaschin |
| Year | 2017 |
| Volume | 96 |
| Publication date | 2017-10-23 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0100-0888 • E-ISSN: 2236-0999 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/rel.v96i0.50325 |
| OpenAlex | W2780615097 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
| References cited | 3 |
Esta pesquisa está embasada teoricamente na proposta da Hacquard (2006, 2010), para quem os modais são operadores sobre eventos. Em relação aos deônticos, a autora assume a existência de dois tipos: ought-to-do, que acessam o evento VP; e ought-to-be, que acessam o evento de fala. Deacordo com Pires de Oliveira e Rech (2016), os deônticos - tanto ought-to-do quanto ought-to-be - têm que checar o traço [+Ag] com um dos participantes do evento sobre o qual operam. Se essa hipótese estiver correta, é esperada uma restrição por parte de predicados inacusativos - que não selecionam argumento com propriedades de agente - a deônticos ought-to-do. Constatamos, entretanto, que inacusativos cujo argumento pode atuar nas fases preparatórias da eventualidade descrita no VP disponibilizam essa interpretação ao modal. Neste artigo, desenvolvemos uma proposta, a partir de Rothstein (2004), para explicar como esses inacusativos figuram com deônticos que são interpretados em posição baixa, em que a checagem do traço [+Ag] é feita com um participante do evento VP. A nossa solução foi postular uma estrutura de evento enriquecida para esses inacusativos, que têm em comum constituírem predicados de achievement relacionados a movimento em direção a um lugar físico (chegar, sair, entrar, aparecer, surgir...). Por fim, argumentamos - com base em diferenças relativas a aspecto e à seleção de um argumento que possaatuar nas fases preparatórias do evento - que nem todos os inacusativos apresentam uma estrutura enriquecida que permite sua interação com deônticos ought-to-do
Argument (complex analysis) · Humanities · Physics · Linguistics and Discourse Analysis · Philosophy · Semiotics and Representation Studies · Syntax, Semantics, Linguistic Variation
| Unique citing works | 2 |
|---|---|
| Citations per year | 0,25 |
| Citation span | 2018 - 2018 (1) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |