Sobrenomes no feminino e patronímicos em -ez(es)
Perdas Morfológicas Em Português
Bibliographic Data
| ID | 4903408 |
|---|---|
| Authors | Odete Pereira Da Silva Menon (0000-0002-3059-7683, corresponding author) |
| Year | 2013 |
| Pages | 65-81 |
| Publication date | 2013-12-27 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Diadorim (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1980-2552 • E-ISSN: 2675-1216 |
| Publisher | Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35520/diadorim.2013.v0n0a4007 |
| OpenAlex | W2215487569 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Em relação à história interna da língua, podemos: (i) fixar a existência de uma flexão feminina para os sobrenomes; (ii) aventar hipóteses sobre a origem e o desaparecimento desse mecanismo; (iii) constatar a produtividade do sufixo patronímico -ez (-es) até o século XV, pelo menos. No tocante à história social da língua, é possível acompanhar uma parte da trajetória de atribuição dos nomes e sobrenomes das mulheres: (i) inicialmente, um prenome e um ou dois sobrenomes, que elas conservam na vida religiosa (Violante Nunes, Guiomar Velha, Paula Cardosa, Dona Maria de Ataíde); (ii) dois sobrenomes: um religioso e outro profano (séc. XVI), como Dona Brites das Chagas ou de Meneses e Noronha, Sóror Margarida Baptista ou Tavares de Távora; (iii) abandono do sobrenome civil e adoção do religioso (séc. XVII), como D. Luísa da Anunciação; Madalena de Cristo, de São José; Maria das Chagas, do Presépio, da Encarnação, Úrsula das (onze mil) Virgens, Isabel dos Serafins; (iv) dois ou mais prenomes, com ou sem sobrenome civil (séc. XVIII-XIX): Ana Catarina Luísa de Jesus; Antónia Luísa Jacinta de Santa Joana; Ludovina Lúcia da Conceição de Sousa Faria; (v) levantar hipóteses sobre a recusa a mencionar os sobrenomes no feminino: desrespeito à identidade feminina ou considerar que soariam como insulto, hoje
Art · Humanities · Gender Studies in Language · Linguistics and Language Studies · Spanish Linguistics and Language Studies
| Highly cited | No |
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