Minas que pixam
Bibliographic Data
| ID | 4915974 |
|---|---|
| Authors | Natalia Firmino Amarante (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 7 |
| Issue | 13 |
| Publication date | 2020-07-12 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2446-5674 • E-ISSN: 2446-5674 |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (PUBLISHER) |
| DOI | 10.21680/2446-5674.2020v7n13id19674 |
| OpenAlex | W3047281667 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
O muro é um espaço político. Pixar e graffitar não são apenas atos subversivos, mas serve para perpetuar práticas machistas e misóginas. Em Natal-RN, a prática da pichação e do grafitti foi, por um longo tempo, marcado pela presença dos homens. Entretanto, após o fortalecimento das discussões feministas e a midiatização da cultura hip-hop, cada vez mais mulheres foram ocupando os espaços, usando as tintas e confrontando suas idéias nos lugares que reproduzem um sistema de mortificação dos corpos femininos e afeminados. Entre os anos de 2013 e 2019 desenvolvi um trabalho etnográfico acerca do que chamei de "pixação dissidente" - que se refere a prática de manifestação política - de mulheres - nos muros de Natal/RN. Nesse processo, acompanhei algumas pixadoras e grafiteiras (que também fazem pixo) durante suas práticas e fiz registros fotográficos e filmográficos. Com esse ensaio fotográfico tenho o objetivo de expor essas narrativas visuais sobre como o "gênero" aparece enquanto manifestação artística. Nesse sentido, tintas e muros são elementos utilizados como formas de reagir e dar visibilidades a suas presenças e vozes, tornando acessíveis suas experiências e construções sobre o que é "ser mulher" na cidade
Art · Humanities · Arts and Performance Studies · Public Spaces through Art · Urban and sociocultural dynamics
| Highly cited | No |
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