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A exceção como prática

As políticas de pacificação no Rio de Janeiro (2008-2015)

Dados Bibliográficos

ID4929504
AutoresThiago Rodrigues (0000-0002-0962-0391), Flávia Rodrigues De Castro (0000-0001-9951-5271), Thaiane Mendonça (0000-0002-8685-3981)
Ano2016
Volume4
Fascículo2
Páginas73-111
Data de publicação2016-06-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoBrasiliana- Journal for Brazilian Studies (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 2245-4373 • E-ISSN: 2245-4373
EditoraBrasiliana - Journal for Brazilian Studies (PUBLISHER)
DOI10.25160/bjbs.v4i2.22168
OpenAlexW4300186606
IdiomaPT

O presente artigo tem como principal objetivo analisar a existência de uma relação entre a política de segurança pública do Rio de Janeiro, implementada pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e pelas forças de pacificação do Exército Brasileiro, e a produção de "espaços" de exceção que funcionam sob a dupla categorial vida biológica-vida política (zoé-bíos). Parte-se da hipótese de que o regime de exceção que a atual política de segurança pública produz não se estende a todo o território estadual, mas restringe-se a espaços determinados, nos quais há a suspensão de uma série de direitos civis e a atuação da polícia como ator soberano. Nesses "espaços" de exceção o Estado da lei ameaça transformar-se em Estado policial, cujo poder incide sobre indivíduos forçosamente reduzidos à "vida nua", isto é, indivíduos que podem ter sua vida exterminada sem que isso constitua a perpetração de algum crime ou violação. Este cenário aponta para a construção de sociedades de (in)segurança que, ao constituírem-se como um espaço pautado pela politização da vida nua, possibilitam a imposição de medidas que seriam inaceitáveis sem esta construção

Art · Humanities · Political science · Crime, Illicit Activities, and Governance · Youth, Drugs, and Violence

Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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