À luz da contradição
Projetos neocolonialistas na oposição ao Estado Novo Português
Bibliographic Data
| ID | 4960946 |
|---|---|
| Authors | Franco Santos Alves Da Silva (0000-0003-1490-1451, Universidade do Porto, corresponding author) |
| Year | 2014 |
| Issue | 24 |
| Publication date | 2014-08-30 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Em Tempo de Histórias (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1517-1108 • E-ISSN: 2316-1191 |
| Publisher | Biblioteca Central da UNB (PUBLISHER) |
| DOI | 10.26512/emtempos.v0i24.14823 |
| OpenAlex | W2965943827 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
O colonialismo do Estado Novo português foi um dos pilares que sustentavam o discurso da grandeza do império ultramarino, e da suposta facilidade com que Portugal estabelecia e mantinha contatos com outras culturas. Entretanto, no contexto do final da década de 1950 e início de 1960, o mundo não via com bons olhos a posse de colônias na África, como também do surgimento de diversos movimentos de resistência em Angola e Moçambique, a oposição passou a enfatizar o apoio a estes movimentos, além de denunciar os abusos cometidos em território africano, para, desta forma, buscar o próprio fim do regime. Nas páginas do jornal Portugal Livre, editado no Brasil, surgiram algumas propostas para a "questão colonial", aonde traçavam projetos políticos de emancipação para as colônias. Escrito pelo capitão Henrique Galvão e pelo general Humberto Delgado, ambos antigos defensores do sistema colonial e dissidentes do regime, as propostas eram permeadas por um discurso neocolonialista que ajudou a aumentar o abismo existente na oposição e expor que a mentalidade colonial estava mais presente na oposição, e na própria cultura portuguesa, do que eles mesmo supunham. Franco Santos Alves da Silva* Resumo: O colonialismo do Estado Novo português foi um dos pilares que sustentavam o discurso da grandeza do império ultramarino, e da suposta facilidade com que Portugal estabelecia e mantinha contatos com outras culturas. Entretanto, no contexto do final da década de 1950 e início de 1960, o mundo não via com bons olhos a posse de colônias na África, como também do surgimento de diversos movimentos de resistência em Angola e Moçambique, a oposição passou a enfatizar o apoio a estes movimentos, além de denunciar os abusos cometidos em território africano, para, desta forma, buscar o próprio fim do regime. Nas páginas do jornal Portugal Livre, editado no Brasil, surgiram algumas propostas para a "questão colonial", aonde traçavam projetos políticos de emancipação para as colônias. Escrito pelo capitão Henrique Galvão e pelo general Humberto Delgado, ambos antigos defensores do sistema colonial e dissidentes do regime, as propostas eram permeadas por um discurso neocolonialista que ajudou a aumentar o abismo existente na oposição e expor que a mentalidade colonial estava mais presente na oposição, e na própria cultura portuguesa, do que eles mesmo supunham
Archaeology · Art · Colonialism · Humanities · Portuguese · African history and culture studies · History · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |