A interface morfologia-sintaxe
Uma proposta de estrutura para as nominalizações infinitivas no Português Brasileiro
Bibliographic Data
| ID | 4963553 |
|---|---|
| Authors | Dalila Maria De Souza (0000-0002-2006-076X, Universidade Federal de Juiz de Fora), Paula Roberta Gabbai Armelin (0000-0003-4751-2831, Universidade Federal de Juiz de Fora) |
| Year | 2022 |
| Volume | 18 |
| Issue | 1 |
| Pages | 139-164 |
| Publication date | 2022-04-23 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Linguíʃtica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1808-835X • E-ISSN: 2238-975X |
| Publisher | Revista Linguistica (PUBLISHER) |
| DOI | 10.31513/linguistica.2022.v18n1a53024 |
| OpenAlex | W4360766370 |
| Language | EN |
| References cited | 9 |
Este trabalho investiga o fenômeno de nominalização das formas infinitivas no português brasileiro (cantar - o cantar). Assumimos, a partir da perspectiva sintática de formação de palavras desenvolvida na Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997), que as propriedades do infinitivo nominal podem ser explicadas através da combinação dos diferentes núcleos funcionais presentes na sua estrutura sintática. A questão de base deste trabalho é, então, especificar quais são esses núcleos e em que sequência hierárquica eles são organizados na sintaxe. Para tanto, descrevemos as propriedades empíricas dos infinitivos nominais do PB e propomos que eles funcionam como os Nominais de Evento Complexo, na tipologia de Grimshaw (1990). A partir desse comportamento, argumentamos em favor da existência de três núcleos de natureza verbal na constituição do infinitivo nominal: (i) o categorizador v, responsável pela categoria verbal da base, pela leitura de evento e pela introdução do argumento interno; (ii) o núcleo Voice (KRATZER, 1996), responsável pela introdução do argumento externo e (iii) um núcleo de aspecto, que traz a leitura imperfectiva e abriga a morfologia de infinitivo. Essa sequência funcional está abaixo de núcleos de natureza nominal: o categorizador n e o núcleo D, responsáveis pelas propriedades nominais da formação. Essa estrutura sintática é capaz de abarcar as propriedades empíricas do infinitivo nominal, além de revelar uma forte interação entre morfologia e sintaxe, uma vez que os argumentos presentes na estrutura são inseridos antes mesmo que a forma nominal esteja efetivamente formada na sintaxe. Por fim, argumentamos que esses infinitivos nominais constituem uma importante evidência (contra GRIMSHAW, 1990; ALEXIADOU, 2001) de que nominalizações zero podem ter estrutura argumental obrigatória
Humanities · Linguistics · Portuguese · Linguistics and Discourse Analysis · Natural Language Processing Techniques · Philosophy · Syntax, Semantics, Linguistic Variation
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| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |