Pensamento científico moderno e abalo à esfera pública
Uma reflexão com base em Hannah Arendt
Bibliographic Data
| ID | 4966308 |
|---|---|
| Authors | Claudio Ricardo Martins Dos Reis (0000-0002-4214-530X, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, corresponding author) |
| Year | 2018 |
| Volume | 17 |
| Issue | 1 |
| Pages | 304-314 |
| Publication date | 2018-06-19 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Griot Revista de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2178-1036 • E-ISSN: 2178-1036 |
| Publisher | Griot Revista de Filosofia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.31977/grirfi.v17i1.793 |
| OpenAlex | W2887189710 |
| Language | PT |
Este trabalho tem por objetivo refletir sobre a emergência da modernidade, a consolidação do pensamento científico moderno e suas consequências especificamente indesejáveis no domínio da política. Para isso, baseio-me no pensamento de Hannah Arendt. Arendt destaca três eventos como os principais precursores da era moderna: a exploração dos continentes, a Reforma e a invenção e utilização do telescópio. Discuto brevemente a relação desses eventos com a alienação do mundo, tal como entendida por Arendt, e me aprofundo nas novidades relativas à ciência. Menciono Galileu e a revolução copernicana, o método experimental e quantitativo, o papel da fabricação de instrumentos na produção do conhecimento, o critério avaliativo de sucesso prático e o raciocínio lógico-matemático como elementos que passam a moldar a atividade científica. A partir daí, destaco a tendência, descrita por Arendt, do pensamento científico moderno em abarcar os mais diversos campos da vida cotidiana, especialmente seu âmbito público. Concluo destacando o modo como o pensamento cientificista - que possui características próprias do homo faber - mina a possibilidade de ação quando adentra a esfera política. Na medida em que "ser livre e agir é a mesma coisa", impede também a manifestação da liberdade. Mais do que isso, abordo como o cientificismo vai à contramão da pluralidade, da singularidade e da espontaneidade humanas. Os governos totalitários e as sociedades de consumo são exemplos extremos e reais do que a racionalidade do homo faber pode fazer quando substitui o campo da ação. Ao finalizar, destaco um grande desafio que temos pela frente
Humanities · Business and Management Studies · Education and Public Policy · Information Science and Libraries · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|