Sou o que sou pelo que todos nós somos
Sobre Ubuntu, Direito, favelas e negritude
Bibliographic Data
| ID | 5016215 |
|---|---|
| Authors | Marco Túlio Corraide (0000-0003-2999-5171, Universidade Federal de Ouro Preto, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 12 |
| Issue | 3 |
| Pages | e8804 |
| Publication date | 2024-12-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Eletrônica Direito e Sociedade - REDES (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2318-8081 • E-ISSN: 2318-8081 |
| Publisher | Centro Universitario La Salle - UNILASALLE (PUBLISHER) |
| DOI | 10.18316/redes.v12i3.8804 |
| OpenAlex | W4405635340 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
Ubuntu é um ethos filosófico africano que representa um binarismo marcante ao ser comparado com o atual cenário político-social, principalmente se tratando de países que foram colonizados e que se encontram integrados à estrutura capitalista neoliberal. O povo Bantu acredita que somos formados e temos nossas subjetividades desenvolvidas a partir de tudo e todos que nos rodeiam. O completo oposto ao individualismo, universalista e isolador. O Direito advém da cultura imperialista europeia na qual os indivíduos tendem a dispensar todos além de si mesmos. Ubuntu possibilita um ensejo de interpretar o Direito de forma alternativa. A favela, remanescente comparativa ao que foram os quilombos, se torna exemplo dessa dualidade entre Ubuntu e a postura ocidental. Percebe-se que a prática da formulação de um Direito que se alimenta de preceitos diferentes daqueles normalmente estabelecidos, pode responder como um prospecto alternativo para compreender o Direito e como ele atua no presente
Ethos · Humanities · Political science · Sociology · Development, Ethics, and Society · Law · Philosophy
| Highly cited | No |
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