Ô abre alas que eu quero passar
Rompendo o silêncio sobre a negritude de Chiquinha Gonzaga
Bibliographic Data
| ID | 5028282 |
|---|---|
| Authors | C Alves (0000-0003-2633-831X, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 10 |
| Issue | 1 |
| Pages | 18-36 |
| Publication date | 2020-08-18 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Proa Revista de Antropologia e Arte (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-6015 • E-ISSN: 2175-6015 |
| Publisher | Universidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20396/proa.v10i1.17604 |
| OpenAlex | W3217067767 |
| Language | CA |
| References cited | 3 |
Neste artigo, discuto a consolidação da imagem de Chiquinha Gonzaga, personagem central para a história do choro carioca. As disputas travadas no processo de construção de sua memória têm raízes profundas no projeto político de branqueamento da população brasileira, iniciado no contexto do pós-abolição. As representações históricas de Chiquinha Gonzaga podem revelar aspectos fundamentais para a compreensão do racismo brasileiro que endossa o branqueamento de personagens negros da nossa história. Para refletir sobre os silêncios a respeito da negritude de Chiquinha, analiso as interpretações da personagem por atrizes brancas no teatro e na TV. O silêncio sobre a sua negritude será discutido à luz das recentes lutas pós-coloniais que têm estimulado revisões do passado, disputando narrativas e propondo reformulações epistemológicas que reivindicam uma escrita produzida nos marcos da experiência colonial
| Highly cited | No |
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