Hidroelétricas Amazônicas
Fontes energéticas.apropriadas para o desenvolvimento regional? (Paper 190)
Bibliographic Data
| ID | 5070767 |
|---|---|
| Authors | Alexandre Magno De Melo Faria (0000-0001-6584-1925, corresponding author) |
| Year | 2006 |
| Volume | 1 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2006-12-02 |
| Open Access | No |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Papers do NAEA (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1516-9111 • E-ISSN: 1516-9111 |
| Publisher | Universidade Federal do Para (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.18542/papersnaea.v15i1.11473 |
| OpenAlex | W4323790857 |
| Language | PT |
Este trabalho visa discutir as hidroelétricas amazônicas como fonte de energia inanimada para a modernização e o desenvolvimento regional. Partindo da premissa aceita de que enormes fontes de energia são necessárias para o uso de tecnologias modernas e o desenvolvimento e, também, que a energia elétrica derivada de hidroelétricas são limpas, baratas e renováveis, o Governo Central implantou cinco grandes usinas hidroelétricas (UHE) na Amazônia, durante as décadas de 1970 e 1980. Assim, analisou-se, a partir da ampla literatura disponível, os impactos positivos e deletérios destas grandes obras nos trópicos úmidos. Apesar de ter gerado impactos positivos diretos sobre a economia e a geração de renda local, os custos sócio-ambientais são enormes e irão se perpetuar por muitos anos. Os grandes beneficiados foram os capitais internacionais da indústria eletro-intensivo, localizados na Amazônia, bem como capitais de outras regiões brasileiras, visto que 3/5 da energia produzida regionalmente é exportada. A energia que é utilizada localmente se restringe aos grandes centros urbanos, negligenciando milhares de pessoas que habitam as comunidades rurais, pois o "custo econômico" inviabiliza o acesso à rede de alta tensão. Procura-se demonstrar que a energia advinda das hidroelétricas não é limpa, pois as represas são verdadeiras fábricas de gás carbônico (CO2) e metano (CH4), gases do efeito estufa, além de diversos outros impactos ecológicos. A energia somente é considerada de baixo custo porque não se internaliza os custos sociais e ecológicos do processo. A energia renovável não garante o desenvolvimento regional, pois a Amazônia é superavitária em geração de energia e possui os indicadores de desenvolvimento humano abaixo da média brasileira. Ao final, chega-se a duas grandes conclusões. Primeiro, que a construção de novas hidroelétricas é inevitável nos trópicos úmidos para garantir o crescimento econômico do eixo dinâmico brasileiro. Segundo, que as características da região Amazônica impõem uma visão flexível sobre as fontes energéticas para o desenvolvimento endógeno da região, incorporando fontes alternativas como energia solar, biomassa, eólica e cata-água (unidade flutuante) para comunidades e pequenas atividades produtivas.Palavras-chave: Hidroelétricas. Desenvolvimento. Impactos Ecológicos. Fontes Alternativas
Art · Business · Humanities · Physics · Political science · Energy and Environment Impacts · Hydropower, Displacement, Environmental Impact · Water-Energy-Food Nexus Studies
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