O Problema Da Unicidade Divina No Breve Tratado De Espinosa
Bibliographic Data
| ID | 5150236 |
|---|---|
| Authors | Luís Marcelo Rusmando (corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 1 |
| Issue | 50 |
| Pages | 318-349 |
| Publication date | 2024-12-04 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Ideação (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-4668 • E-ISSN: 2359-6384 |
| Publisher | Universidade Estadual de Feira de Santana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.13102/ideac.v1i50.11461 |
| OpenAlex | W4407993202 |
| Language | PT |
Este artigo compreende uma análise das razões por meio das quais Espinosa justifica a unicidade divina no Breve tratado, a fim de vislumbrar sob que princípios o filósofo sustenta ter chegado ao estabelecimento da existência de Deus, isto é, de um ser do qual é afirmado tudo, a saber, infinitos atributos, cada um dos quais é infinitamente perfeito em seu gênero. Propomos defender que, em dita obra, ao conceder aos atributos o tratamento explícito de substâncias, o jovem Espinosa se depara com a difícil tarefa de (i) superar a autonomia ontológica dos atributos; (ii) conciliar, num mesmo ser, a multiplicidade substâncial que os atributos compreendem; (iii) demonstrar que tal ser tem existência real, ou, em outras palavras, é portador de um estatuto ontológico próprio. Com base nessa interpretação, propomos evidenciar que Espinosa dispõe o início da Ética, de tal sorte a superar os entraves ontológicos de sua filosofia jovem, definindo atributo como aquilo que constitui a essência da substância, e não como sendo propriamente uma destas, o que lhe permite estabelecer a unicidade divina, não como mera noção segunda de conjunto, mas como conciliação de uma infinita diversidade de gêneros, numa mesma e única substância
Humanities · Comparative constitutional jurisprudence studies · Family and Matrimonial Law · Literary and Philosophical Studies · Philosophy
| Highly cited | No |
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