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Tempo máximo para o início do tratamento do câncer de boca no Brasil após a publicação da legislação de 2012

Tendência No Período 2013-2019

Datos Bibliográficos

ID5165992
AutoresMary Anne De Souza Alves França (0000-0002-5427-1450, Universidade Federal de Goiás), Newillames Gonçalves Nery (0000-0002-2024-3582, Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Brazil), J L F Antunes (0000-0003-3972-9723, Universidade de São Paulo), Maria Do Carmo Matias Freire (0000-0001-6078-6728, Universidade Federal de Goiás)
Año2021
Volumen37
Número10
Páginase00293220-e00293220
Fecha de publicación2021-01-01
Peer ReviewedSí
Open AccessSí
TipoARTICLE
RevistaCadernos de Saude Publica (JOURNAL)
Identificadores de la revistaISSN: 0102-311X • E-ISSN: 1678-4464
EditorialFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0102-311x00293220
PMID34730694
OpenAlexW3209410945
SCIELO_PIDS0102-311X2021001005018
IdiomaPT
Referencias citadas15

O estudo buscou investigar se o tempo máximo de demora (60 dias) para o início do tratamento dos pacientes com câncer de boca a partir do diagnóstico, previsto na Lei Federal no 12.732/2012, foi alcançado no Brasil no período de 2013-2019 e descrever a tendência do número de casos que iniciaram o tratamento no tempo máximo. Realizou-se um estudo de séries temporais utilizando dados dos tratamentos (N = 37.417) do Painel-Oncologia, disponível no Departamento de Informática do SUS (DATASUS), segundo região de residência dos pacientes. Para análise da tendência executou-se a regressão de Prais-Winsten. Nos anos 2018 e 2019 foram observados percentuais mais elevados para os tratamentos em até 60 dias, sendo mais acentuado no intervalo de até 30 dias. Em 2019, 61,5% dos tratamentos iniciaram em até 60 dias, com maiores proporções nas regiões Sul (71,3%), Sudeste (60,1%) e Centro-oeste (59,1%). A tendência temporal da categoria 0-60 dias foi crescente na Região Norte, com variação percentual anual (VPA) de 15,7% e estacionária nas demais regiões e para o Brasil. A tendência do tempo de 0-30 dias foi crescente apenas para as regiões Norte e Nordeste, com VPA de 29,75% e 20,56%, respectivamente. Conclui-se que a partir de 2018 houve um maior número de casos que iniciaram o tratamento do câncer de boca no tempo de demora, conforme previsto na Lei no 12.732/2012 (até 60 dias), com diferenças regionais e tendência estacionária na maioria das regiões e no Brasil. O alcance parcial da meta, o predomínio da tendência estacionária e as desigualdades regionais indicam a necessidade de continuar monitorando o tempo de demora para o início do tratamento do câncer no país e intensificar esforços para garantir o cuidado em saúde

Geography · Gynecology · Residence · Trend analysis · Demography · Head and Neck Cancer Studies · Medicine · Oral Health Pathology and Treatment · Pancreatic and Hepatic Oncology Research

  • Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos

    Open Access•J L F Antunes, Maria Regina Alves Cardoso•Epidemiologia e Serviços de Saúde•2015

  • Global cancer statistics 2018

    Open Access•Francesca Bray, Freddie Bray et al.•CA: A Cancer Journal for Clinicians•2018

  • Organização dos serviços públicos de saúde bucal para diagnóstico precoce de desordens com potencial de malignização do estado do Rio de Janeiro, Brasil

    Open Access•Elisete Casotti, Ana Beatriz Fonseca Monteiro et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2016

  • Mortalidade por câncer de boca e condição sócio-econômica no Brasil

    Open Access•Danielle Muniz De Lira Borges, Marina Fernandes De Sena et al.•Cadernos de Saude Publica•2009

  • Sobrevida de cinco anos e fatores associados ao câncer de boca para pacientes em tratamento oncológico ambulatorial pelo Sistema Único de Saúde, Brasil

    Open Access•Gisele Macedo Da Silva Bonfante, Carla Jorge Machado et al.•Cadernos de Saude Publica•2014

  • Itinerários terapêuticos

    Open Access•Paula Andréa Pinho, P P G Pereira•Interface - Comunicação Saúde…•2012

Velocidad de citaciónhistorical
Altamente citadoNo
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