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Avaliação de diretrizes clínicas brasileiras em oncologia

Carências No Rigor Do Desenvolvimento, Aplicabilidade E Independência Editorial

Bibliographic Data

ID5166683
AuthorsThomas Piazza (0000-0001-9385-7609), Jans Bastos Izidoro (0000-0002-8625-2676, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), Marcos André Marques Portella Portella (0000-0002-2076-4679, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), Ulysses Panisset (0000-0001-9357-8116), Augusto Afonso Guerra-Júnior (0000-0001-5256-0577), Mariangela Leal Cherchiglia (0000-0001-5622-567X)
Year2021
Volume37
Issue4
Publication date2021-01-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0102-311x00031920
SCIELO_PIDS0102-311X2021000405006
LanguagePT
References cited23

A ampliação da variedade de diretrizes clínicas em oncologia é perceptível em todo o mundo, o que salienta a necessidade de garantir a qualidade destes documentos. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de diretrizes nacionais de tratamentos dos cânceres de mama, próstata e de cólon e reto. Foram selecionadas 12 diretrizes brasileiras publicadas por quatro grupos elaboradores distintos (Ministério da Saúde, sistema suplementar de saúde e de sociedades e associações médicas), e aplicado o instrumento AGREE II. Em todas as diretrizes avaliadas foram identificadas fragilidades importantes em mais de um Domínio, com destaque para os baixos valores para "aplicabilidade" e "independência editorial". Os padrões observados por Domínios apresentam-se mais relacionados com o grupo elaborador do que com as condições clínicas tratadas. Menores escores no "rigor do desenvolvimento" e "independência editorial" foram obtidos por grupos elaboradores não governamentais, inclusive com ausência ou falta de transparência nas informações. Mesmo que a "clareza da apresentação" das diretrizes do Ministério da Saúde tenha sido relativamente inferior, na "aplicabilidade" todas apresentaram limitações expressivas. Consequentemente, na avaliação global nenhuma das diretrizes foi recomendada sem modificações, sendo quatro delas não recomendadas. Por fim, é necessário qualificar as recomendações no que tange as evidências que as fundamentam ("rigor metodológico"), assim como dispor de forma compreensível e exequível as condutas a serem adotadas ("aplicabilidade") e mitigar interesses conflitantes, para que seja ofertado o melhor cuidado aos pacientes oncológicos no país

  • GRADE guidelines

    Open Access•Gordon Guyatt, Gordon Guaytt et al.•Journal of Clinical Epidemiology•2011

  • Incorporação de novos medicamentos pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS, 2012 a junho de 2016

    Open Access•Rosângela Caetano, Rondineli Mendes Da Silva et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2017

  • A review of the quality of current diabetes clinical practice guidelines

    Open Access•Alberto Barceló, Muzamil Jawed et al.•Revista Panamericana de Salud…•2017

  • Avaliação de oito Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde por meio do instrumento Agree II

    Open Access•Ricardo De March Ronsoni, Claudia Cristina De Aguiar Pereira et al.•Cadernos de Saude Publica•2015

  • Adaptação transcultural do instrumento Appraisal of Guidelines for Research & Evaluation II (Agree II) para avaliação de diretrizes clínicas

    Open Access•Gleide Simas Custódio Khan, Airton Tetelbom Stein•Cadernos de Saude Publica•2014

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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