Respeito é bom e eu gosto
Trajetórias de vida de mulheres negras assistidas por um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil
Bibliographic Data
| ID | 5166722 |
|---|---|
| Authors | Carolina Silveira Da Conceição (0000-0002-3530-5352, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Claudia Mora (0000-0003-4854-3429, Universidade do Estado do Rio de Janeiro) |
| Year | 2020 |
| Volume | 36 |
| Issue | 7 |
| Publication date | 2020-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos de Saude Publica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-311X • E-ISSN: 1678-4464 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0102-311x00180019 |
| PMID | 32696832 |
| OpenAlex | W3042756526 |
| SciELO | S0102-311X2020000705009 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
| References cited | 8 |
A partir de uma abordagem interseccional construtivista e levando em consideração os agenciamentos e negociações possíveis dentro de relações violentas, a pesquisa visou a compreender como mulheres negras ressignificam a violência de gênero a partir de seus relacionamentos afetivo-sexuais. Utilizaram-se como procedimentos a observação participante em grupos de reflexão e entrevistas individuais junto a mulheres assistidas por um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil. Os resultados apontam que a violência de gênero está presente ao longo da trajetória de vida das interlocutoras. Nas narrativas é perceptível um sentimento de solidão afetivo-sexual provocada pela preterição dos parceiros ou potenciais parceiros, bem como experiências racistas e sexistas engendradas nos próprios relacionamentos ou no âmbito escolar e de trabalho. A violência, aparentemente restrita à relação entre parceiros íntimos, se desdobrou para outras relações familiares. A compreensão da violência como "falta de respeito" produziu uma espécie de "central de vigilância" entre as mulheres, evidenciando a construção de uma rede de solidariedade. Ao narrarem suas trajetórias de vida, essas mulheres rememoram o passado, o presente e o futuro e também a expectativa de se reinventarem como mulheres, negras, pobres e trabalhadoras. É preciso um esforço conjunto e contínuo da sociedade civil, das instituições de ensino e da esfera política para desconstruir modelos culturalmente instituídos que persistem em colocar as mulheres negras no lugar de submissão, de inferioridade e de marginalização
Intimate Partner and Family Violence · Race, Identity, and Education in Brazil · Social and Political Issues
Gênero, trajetória de vida e biografia
Interseccionalidade gênero, raça e etnia e a lei Maria da Penha
Histórias de resistência de mulheres negras
Violência e gênero
Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras
Diferença, diversidade, diferenciação
Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero
Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero
| Citations per year | 0.25 |
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| Citation span | 2022 - 2022 (1) |
| Highly cited | No |