Antigo Regime, feudalismo, latifundia, servidão, escravidão
Diálogos entre antigos e modernos na argumentação sobre "inconclusão" da nação liberal no Brasil (séculos XIX e XX)
Bibliographic Data
| ID | 5222610 |
|---|---|
| Authors | Izabel Andrade Marson (0000-0001-7849-4387, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author) |
| Year | 2010 |
| Volume | 0 |
| Issue | spe |
| Pages | 165 |
| Publication date | 2010-06-30 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0034-8309 • E-ISSN: 2316-9141 |
| Publisher | Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.2316-9141.v0ispep165-186 |
| OpenAlex | W2078934258 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
O argumento que associa as categorias "Antigo Regime, feudalismo, latifundia, servidão, escravidão" é recorrente entre políticos e autores nacionais e estrangeiros, sobretudo franceses, que ao longo dos séculos XIX e XX (até os anos 1970) interpretaram as instituições e a história do Império brasileiro. A mais evidente razão dessa recorrência foi sua eficácia na explicação da singularidade da sociedade e nação brasileiras, em especial a presença de instituições consideradas descompassadas com as européias ou norte-americanas, e a dificuldade em transitar da "barbárie à civilização", diagnóstico imprescíndivel para a montagem de projetos políticos reformadores ou revolucionários visando compatibilizar a nação com o progresso. Explicada por categroias apropriadas à história da Roma imperial e da Europa anterior à Revolução Francesa, a sociedade monárquica se diferenciava das nações civilizadas pela sobrevivência de "monopólios" herdados do Antigo Regime, dos quais decorriam o "despostimo" dos senhores e a "servidão" dos homens livres: o monopólio da terra - "feudalismo" - ou a posse de grandes áreas territoriais designadas como latifundia; e do trabalho, referido à "escravidão" africana ou indígena. Referenciando-se nas proposições de François Hartog, Quentin Skinner, John Pocock sobre as mediações entre política e história, e (re)significações dos discursos antigos pelos intérpretes modernos e contemporâneos, esta comunicação pretende reconhecer e compreender as (re)composições das categorias desse paradigma na argumentação dos homens que constituíram a história do Império e dos historiadores que, nas primeiras décadas do século XX, compuseram sua memória
Education and Work Dynamics · Indigenous Studies in Latin America · Latin American social science
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |