A entrada do capital estrangeiro no sistema de saúde no Brasil
Dados Bibliográficos
| ID | 5223327 |
|---|---|
| Autores | Mário Scheffer (0000-0001-8931-6471, Universidade de São Paulo), Paulo Marcos Senra Souza (0000-0002-7058-8386, Universidade Federal do Rio de Janeiro) |
| Ano | 2022 |
| Volume | 38 |
| Fascículo | suppl 2 |
| Páginas | e00239421-e00239421 |
| Data de publicação | 2022-01-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Cadernos de Saude Publica (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0102-311X • E-ISSN: 1678-4464 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0102-311x00239421 |
| PMID | 36043629 |
| OpenAlex | W4293432110 |
| SCIELO_PID | S0102-311X2022001405010 |
| Idioma | PT |
| Citações recebidas | 3 |
| Referências citadas | 9 |
O estudo descreve o histórico da legislação, analisa a trajetória e dimensiona o capital estrangeiro no sistema de saúde no Brasil. A Lei Orgânica da Saúde restringiu a participação do capital estrangeiro, legislações setoriais permitiram o posterior ingresso na assistência médica suplementar e, em 2015, uma nova lei promoveu a abertura irrestrita, inclusive em hospitais e serviços de saúde. O estudo analisou documentos, legislação e dados de bases secundárias públicas ou obtidos via Lei de Acesso à Informação. Foram considerados investimentos diretos e atos de fusões e aquisições no setor privado da saúde. Foram identificadas cinco fases: ordenamento inaugural, expansão regulada, restrição legal, liberação setorizada e abertura ampliada. De 2016 a 2020, ingressaram no país quase dez vezes mais recursos estrangeiros em serviços de saúde que no quinquênio anterior. Foram identificadas 13 empresas ou fundos, a maioria originária dos Estados Unidos. Normas que permitiram a abertura do capital estrangeiro foram antecedidas por lobbies empresariais e interações público-privadas que podem afetar a qualidade das políticas públicas e a integridade do processo legislativo. O capital aportado busca empresas já constituídas e mais rentáveis, em diversos segmentos de atividade. O ingresso ocorre em redes assistenciais privadas não universais, que atendem clientelas específicas, concentradas geograficamente. Conclui-se que o capital estrangeiro, elemento do processo de financeirização da saúde, se expressa como possível vetor da ampliação de desigualdades de acesso da população aos serviços de saúde e como um obstáculo adicional à consolidação do Sistema Único de Saúde
Art · Humanities · Political science · Migration and Labor Dynamics · Migration, Racism, and Human Rights
Dominância financeira na assistência à saúde
Foreign direct investment and trade in health services
Governance, Private Investment and Foreign Direct Investment in Developing Countries
A abertura da saúde nacional ao capital estrangeiro
O lobby da indústria no Congresso Nacional
Capital nacional e capital estrangeiro
Análise da dinâmica de redes dos atos de concentração econômica em empresas da área da saúde no Brasil
| Obras citantes distintas | 3 |
|---|---|
| Citações por ano | 1 |
| Intervalo de citações | 2023 - 2026 (4) |
| Velocidade de citação | current |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 3 |