"A dama branca", mito e poesia em As Metamorfoses, de Murilo Mendes
Bibliographic Data
| ID | 5234667 |
|---|---|
| Authors | Luciano Marcos Dias Cavalcanti (0000-0002-3990-1493, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 30 |
| Pages | 01-15 |
| Publication date | 2025-05-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Anuário de Literatura (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-5235 • E-ISSN: 2175-7917 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/2175-7917.2025.e102082 |
| OpenAlex | W4410217431 |
| Language | PT |
Nesse texto pretendemos fazer a leitura do poema "A dama branca", de As Metamorfoses (1938-1941), de Murilo Mendes. O procedimento poético utilizado pelo poeta mineiro para escrita do poema é realizado pela confecção da imagem elaborada pela montagem/colagem de elementos díspares, com o intuito de alterar a representação do mundo sensível e revelar um mundo novo, incognoscível à representação mimética da realidade. Para isso, o poeta desarticula os elementos do mundo objetivo e os rearranja de uma maneira nova, mais livre e poética. Soma-se à essa concepção do fazer poético a estreita relação que a poesia muriliana estabelece como mito, no sentido de que, numa de suas fortes marcas, sua criação busca uma espécie de "memória profunda" da cultura, trazendo para o presente um passado mítico exemplar. Para isso, o poeta buscará o auxílio das musas e da graça divina para construir seu poema. É pela memória que o poeta consegue superar os limites determinados pela espaço-temporalidade ordinária e material e ir além do mundo sensível
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Language Studies · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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