Skip to main content

ETHNOS_APP

Home • Search • Journals • List 0

A Hora Vermelha

Violência poética e o tempo da transformação em Et les chiens se taisaient, de Aimé Césaire

Bibliographic Data

ID5236010
AuthorsJackqueline Frost (École Normale Supérieure, corresponding author)
Year2022
Issue29
Pages198-220
Publication date2022-04-29
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Maracanan (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092
PublisherUniversidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER)
DOI10.12957/revmar.2022.65183
OpenAlexW4312338628
LanguageEN
References cited7

Na primeira tragédia de Aimé Césaire, Et les chiens se taisaient (publicada pela primeira vez em 1946), um herói anticolonial, o Rebelde, luta em um mundo ficcional, anterior à abolição, onde o passado detém uma apreensão profética do futuro. Césaire articula a transformação social por meio de estruturas temporais intempestivas associadas a ciclos orgânicos de vida, mudanças sazonais e imprevisibilidade meteorológica. Esses modelos ecológicos proveem os registros figurais através dos quais Césaire descreve a revolução como uma erupção violenta do novo em todos os níveis da existência. Esses poéticos atos de criação violenta, impossíveis de serem previstos ou contidos, envolvem a intensidade específica e a temporalidade peculiar do nascimento. Este ensaio sugere que a revolta escrava em Les chiens apresenta a intempestividade da descolonização como uma poética que rejeita fundamentalmente noções mecânicas da mudança determinadas por modelos lineares do tempo e da história. Lendo Les chiens através de alusões ao material de suas fontes filosóficas, mostro como muito do que Césaire constela pode ser vinculado, tanto genealogicamente quanto esteticamente, a dois esquemas temporais distintos, associados à Antiguidade grega: a renovação cíclica dionisíaca e o "tempo certo" kairológico. Embora opostos com frequência em um nível filosófico, esses dois esquemas intempestivos, como justapostos por Césaire, expressam a temporalidade plural e poética das erupções trágicas da revolução decolonial. Seu encontro com o dionisíaco de Nietzsche e com o kairós de teólogos políticos envolveu conceitos que, em sua qualidade de expressões de primitividade, revelam ao mesmo tempo a herança civilizacional da África e as forças destrutivas capazes de levar o imperialismo europeu à queda

Art · Humanities · Literature, Culture, and Criticism

  • « Peau noire, masques blancs »

    Open Access•Frantz Fanon•Socio-anthropologie•2018

  • The golden bough

    James George Frazer, Robert Fraser•Golden Bough•2009

  • The Black Jacobins

    C L R James, Caron James et al.•The Black Jacobins•1938

  • Freedom Time

    Gary Wilder•Freedom Time•2015

  • The Haitian Revolution in the Literary Imagination

    Grégory Pierrot•Comparative Literature Studies•2015

  • Conscripts of Modernity

    David Scott, David G Scott•Conscripts of Modernity•2004

Highly citedNo

Tools

Open DOIOpen Access
Ethnos_APP • Open Source Project • MIT License • Frontend v2.0.0 • Privacy and Cookies • API Documentation: api.ethnos.app/docs • API Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17049435 • Frontend Source Code: GitHub • DOI: 10.5281/zenodo.17050053 • cruz.rio.br • Expectantes Misericordiae