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Um comerciante lê livros

Negócios e cultura escrita no interior da América portuguesa

Bibliographic Data

ID5239768
AuthorsMaria Aparecida De Menezes Borrego (0000-0001-5234-6693, Universidade de São Paulo), Jean Gomes De Souza (0000-0002-0293-2835, Universidade de São Paulo)
Year2021
Issue28
Pages141-172
Publication date2021-11-17
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Maracanan (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092
PublisherUniversidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER)
DOI10.12957/revmar.2021.59459
OpenAlexW3214954730
LanguagePT
References cited1

As minas de Cuiabá foram descobertas nas décadas iniciais do século XVIII no oeste da América portuguesa, para além da linha de Tordesilhas, e para lá se dirigiram milhares de colonos e reinóis em busca de enriquecimento. Ao longo dos anos de 1730 e 1740, comerciantes e sertanistas que atuavam na região com negócios, mineração, criação de gado e estabelecimento de sesmarias enviaram demandas de natureza diversa às autoridades locais e metropolitanas a fim de alcançarem vantagens no processo de ocupação do território. Nesse artigo, analisaremos um requerimento encabeçado pelo homem de negócio Luis Rodrigues Vilares, dirigido ao Senado da Câmara da Vila Real do Cuiabá em 1735, com vistas a se obter autorização para o comércio de cavalos com os indígenas Guaykuru para introdução dos animais nas minas de Cuiabá. Os signatários recorreram a ordens régias, bandos, regimentos coloniais, tratados de limites, compêndio de efemérides e obras de autores como padre Simão de Vasconcelos e padre Antônio Vieira para fundamentar sua solicitação. Buscaremos discutir, por um lado, os contextos de produção e circulação do manuscrito e sua trajetória custodial e, por outro, a circulação de livros e ideias nos sertões da América portuguesa, procurando captar as formas de apropriação dos conteúdos das fontes impressas mobilizadas. As demandas dos peticionários evidenciam que o grupo mercantil a que pertenciam bem soube se inserir na organização do Império lusitano, fazendo chegar às instâncias administrativas coloniais e régias o conhecimento de seus interesses em razão do domínio sobre os meandros da cultura escrita

Art · Humanities · Colonialism, slavery, and trade · History of Colonial Brazil

  • Homens e livros em Vila Rica

    Thábata Araújo de Alvarenga•2003

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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