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Os limites das capitanias hereditárias do sul e o conceito de território

Dados Bibliográficos

ID5240692
AutoresJorge Pimentel Cintra (0000-0002-1369-6110, USP, Brazil, autor correspondente)
Ano2017
Volume25
Fascículo2
Páginas203-223
Data de publicação2017-08-01
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoAnais do Museu Paulista História e Cultura Material (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 0101-4714 • E-ISSN: 1982-0267
EditoraUniversidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER)
DOI10.1590/1982-02672017v25n0208
OpenAlexW2762460129
SCIELO_PIDS0101-47142017000200203
IdiomaPT
Citações recebidas1
Referências citadas5

Analisam-se os limites das capitanias do sul (1534-1700), chegando a interessantes conclusões. As terras da Capitania de Santana, em função da estimativa que se faça para a longitude de Tordesilhas, ou pertenciam à Espanha ou formavam pequenas parcelas descontínuas. O limite norte da Capitania de São Tomé (Pero de Góis), definido por acordo entre os dois confrontantes, afetava um terceiro território, coisa que não se percebeu. O limite sul dessa capitania na carta de doação indicava uma linha correndo diretamente para oeste, enquanto que na de seu vizinho (Martim Afonso) indicava uma linha correndo a noroeste. Essa mesma direção também está definida para o limite sul desse lote, complicando a partição das terras. Essas fronteiras artificiais nunca foram demarcadas nem tidas em conta, e tanto os donatários como a Coroa foram criando vilas e cidades em terreno alheio: umas vezes por não levar em conta os limites das cartas de doação (São Paulo, Santana de Parnaíba, Mogi das Cruzes, São Sebastião, Taubaté, Paranaguá, por exemplo); outras por ocupação indevida, mas necessária (Rio de Janeiro); por dolo ou extrapolação de poderes (Cabo Frio); ou mesmo em terras de Castela (Curitiba). A isso veio somar-se a questão de jurisdição sobre a Capitania de Santo Amaro (a querela entre as casas de Monsanto e Vimieiro); a questão da extrapolação de jurisdição (Angra dos Reis e Paraty); e finalmente a má-fé e as tropelias de juízes, capitães-gerais e da Coroa. O entendimento dessas questões, facilitada pela cartografia histórica, permitiu revelar pontos desconhecidos da história das capitanias, explicar melhor a formação dos limites dos atuais Estados e aprofundar-se no entendimento dos conceitos da época para indicar o território: termo, sertões, fundos e outros

Geography · Humanities · Colonialism, slavery, and trade · History of Colonial Brazil · Philosophy

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Obras citantes distintas1
Citações por ano0,5
Intervalo de citações2024 - 2024 (1)
Velocidade de citaçãorecent
Altamente citadoNão
Tipos de citaçãoNeutras: 1
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