Mário de Sá-Carneiro e a festa parisiense da belle époque
Bibliographic Data
| ID | 5253759 |
|---|---|
| Authors | Teresa Cristina Cerdeira Da Silva (0000-0002-3298-7079, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2016 |
| Volume | 21 |
| Issue | 2 |
| Pages | 21 |
| Publication date | 2016-12-06 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Anuário de Literatura (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-5235 • E-ISSN: 2175-7917 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/2175-7917.2016v21n2p21 |
| OpenAlex | W2582055514 |
| Language | PT |
http://dx.doi.org/10.5007/2175-7917.2016v21n2p21O episódio da Festa da Americana em A Confissão de Lúcio dá a ver a ambiência da Belle Époque parisiense. A Festa desempenha aí um duplo papel: o da teatralização e o do aprendizado. De um lado, essa orgia mágica ilustra perfeitamente a noção batalliana de "despesa" da qual se afastam as limitações e as regras do trabalho. De outro, pode-se certamente ver aí o amálgama inesperado do gozo e da aptidão intelectual, da desmedida orgíaca e da busca espiritual, o que faz pensar no Banquete platônico. Esse refinamento erótico da linguagem não está longe das linhas sinuosas, das volutas e da ornamentação da Arte Nova em que se destaca a Belle Époque Francesa. A herança impressionista do jogo de cores, a aventura baudelairiana da correspondência das sensações, a experiência conjunta de excesso e de sutileza oferecem aos expectadores uma mise en scène da voluptuosidade, tal como a concebe essa estranha mulher, espécie de porta-voz do autor que, como tantos outros artistas, veio a Paris no alvorecer do século XX para experimentar o gozo da modernidade
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |