Autoridade E Transferência
Notas Sobre O Castelo Branco, De O. Pamuk
Bibliographic Data
| ID | 5315920 |
|---|---|
| Authors | Fabiano Chagas Rabêlo (0000-0001-5026-8396, Universidade Federal do Piauí), Osvaldo Costa Martins (0000-0002-5024-6573, Universidade Federal do Ceará), Karla Patrícia Holanda Martins (0000-0003-3242-6287, Universidade Federal do Ceará) |
| Year | 2019 |
| Volume | 24 |
| Publication date | 2019-06-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Psicologia em Estudo (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1413-7372 • E-ISSN: 1807-0329 |
| Publisher | Universidade Estadual de Maringa (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.4025/psicolestud.v24i0.42391 |
| OpenAlex | W2948482373 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
Esta é uma pesquisa bibliográfica, em formato de ensaio, que comenta o livro de O. Pamuk O castelo branco. A partir dele, busca-se esclarecer as condições históricas, culturais e epistêmicas de realização do discurso analítico, interrogando o uso da autoridade na técnica analítica em comparação com outras modalidades de laço social. As categorias de análise adotadas são as contribuições de Koyré sobre a construção do método científico moderno, as elaborações de Lacan sobre o sujeito da ciência, sua teoria dos discursos e os conceitos de transferência, estranho e narcisismo das pequenas diferenças. Salienta-se que o texto de Pamuk possui como centro a problematização do sentimento do estranho entre dois sósias em uma relação fortemente marcada pela distância cultural, a rivalidade e a admiração. Discute-se, em seguida, a participação do sujeito do inconsciente no ato de conhecer e a influência do narcisismo na produção de obstáculos no campo do saber. Salienta-se que, ao não intervir por meio de seus próprios significantes e Ideal de Eu, o psicanalista evidencia a relação do sujeito com seus significantes mestres e seu objeto causa do desejo. A psicanálise vem demostrar por essa via que a injunção social de se colocar no lugar do outro é atravessada pelas contradições do narcisismo das pequenas diferenças. Ao final, indaga-se por meio do sentimento do estranho como móbil da segregação e da violência o que há do outro em mim que eu rejeito
Humanities · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies · Philosophy · Psychology and Mental Health
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |