Desafios da integração nos novos arranjos institucionais de políticas públicas no Brasil
Dados Bibliográficos
| ID | 5328801 |
|---|---|
| Autores | Gabriela Lotta (0000-0003-2801-1628, Universidade Federal do ABC), Arilson Favareto (0000-0003-1825-7165, Universidade Federal do ABC) |
| Ano | 2016 |
| Volume | 24 |
| Fascículo | 57 |
| Páginas | 49-65 |
| Data de publicação | 2016-03-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Revista de Sociologia e Política (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0104-4478 • E-ISSN: 1678-9873 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1678-987316245704 |
| OpenAlex | W2310494588 |
| SCIELO_PID | S0104-44782016000100049 |
| Idioma | PT |
| Citações recebidas | 34 |
| Referências citadas | 1 |
O Governo Federal brasileiro tem experimentado arranjos institucionais que tem como objetivo construir políticas públicas efetivas em um contexto territorial complexo. Neles há dois eixos centrais: (i) a tentativa de articular temáticas intersetoriais e (ii) a construção de modelos de gestão de políticas públicas com coordenação entre os entes federativos e a sociedade civil. Este artigo analisa como novos arranjos institucionais consideram o papel dos territórios. A análise está estruturada em duas questões centrais: (a) qual a centralidade dada à concepção de território e em que medida ele desempenha papel ativo ou passivo no desenho do arranjo; (b) que fatores poderiam explicar contornos do arranjo institucional e como a dimensão territorial se materializa neles. O artigo analisa três arranjos: Plano Brasil Sem Miséria; Programa de Aceleração do Crescimento; Programa Territórios da Cidadania. As análises baseadas em documentos oficiais dos programas visam compreender, a partir de sua estrutura de funcionamento, como se dão questões como intersetorialidade, relações federativas e concepção de território. Analisando os programas, percebe-se que, ainda que em graus variados, há mais justaposição do que integração de políticas públicas, e que neles os territórios - entendido como os lócus de implementação das políticas e as forças sociais nele presentes - não ocupam uma posição ativa, revelando-se meros repositórios de investimentos. Como consequência, essa fragilidade, observada tanto na dupla integração desejada como na articulação territorial, é algo que resulta em perda de eficiência dos investimentos e em comprometimento dos resultados. Esses limites se devem, em grande medida, ao peso da cultura setorial que permeia os gestores e o comportamento das forças sociais, associado a uma cultura institucional de privilégio dos resultados alcançáveis em curto prazo. Esses aspectos, por sua vez, concretizam-se tanto nas normas que regulamentam os arranjos como no leque de agentes envolvidos. Em termos teóricos essa hipótese se afasta das análises que tomam os arranjos meramente sob o ângulo administrativo ou de gestão e se aproxima das abordagens institucionalistas, para as quais não se pode analisar os arranjos institucionais isolados do ambiente institucional do qual são, a um só tempo, parte e expressão
Governo · Humanities · Political science · Education and Public Policy · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues
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| Obras citantes distintas | 34 |
|---|---|
| Citações por ano | 3,4 |
| Intervalo de citações | 2016 - 2026 (11) |
| Velocidade de citação | current |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 30 |