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Sobre a origem da linguagem em Nietzsche e E. Von Hartmann

Bibliographic Data

ID5329202
AuthorsCélia Machado Benvenho (0000-0003-0645-3775, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, corresponding author)
Year2020
Volume6
Issue1
Pages99-107
Publication date2020-11-26
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista DIAPHONÍA (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2446-7413 • E-ISSN: 2446-7413
PublisherUniversidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER)
DOI10.48075/rd.v6i1.25070
OpenAlexW3119349326
LanguageDE
Citations received1
References cited1

Dentre as reflexões de Nietzsche sobre a linguagem, interessa-nos, aqui, tratar de sua primeira concepção de linguagem, que aparece no texto Sobre a Origem da Linguagem, apresentado no inverno de 1869/1870, assim como investigar a influência que a leitura da obra Filosofia do Inconsciente, de E. von Hartmann, teve para essa primeira concepção de linguagem. Nietzsche, assim como Hartmann, compreende vida como princípio criador (instintivo e inconsciente) a partir do qual se desenvolvem tanto a linguagem quanto o intelecto humanos. Logo no início de seu texto, Nietzsche diz que a linguagem não é consequência de trabalho consciente, individual ou coletivo. Apresenta, então, uma série de ideias agrupadas em três breves seções, o que conduzirá à tese da origem instintiva da linguagem. Na primeira seção, trabalha duas ideias principais: "Todo pensamento consciente só é possível com a ajuda da linguagem", evidenciando a relação entre pensamento consciente e linguagem; e "Os pensamentos filosóficos mais profundos encontram-se prontos na linguagem", que evidencia a relação entre pensamento filosófico e linguagem. Na segunda seção, ele trabalha a questão do desenvolvimento do pensamento consciente como prejudicial para a linguagem; e, na terceira seção, apresenta a tese da "linguagem como atividade inconsciente e instintiva". Ora, admitir que todo pensamento consciente só é possível com a ajuda da linguagem implica admitir que a linguagem seria pré-condição para o surgimento do pensamento consciente e não a consequência deste. Do mesmo modo, se o pensamento consciente só é possível pela linguagem, o fundamento da linguagem não pode ser estabelecido conscientemente, já que precisaríamos da própria linguagem para isso. Consequentemente, se a linguagem não pode ser considerada produto da reflexão consciente, tanto para o indivíduo quanto para o todo, resta, como dirá Nietzsche, concordando com Hartmann, considerá-la "como um produto do instinto

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Citation span2023 - 2023 (1)
Highly citedNo

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