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Sobre a (in)completude e os aspectos existenciais na obra "A parte que falta" de Silverstein

Bibliographic Data

ID5329419
AuthorsThiagos Sitoni Gonçalves (Universidade Paranaense), Carolina Rocha De Assumpção (Universidade Paranaense), Tassiana Caroline Pereira (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Leila Silvana Pontes (0000-0002-8596-1008, Universidade Estadual de Maringá)
Year2021
Volume7
Issue2
Pages53-68
Publication date2021-11-25
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista DIAPHONÍA (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2446-7413 • E-ISSN: 2446-7413
PublisherUniversidade Estadual do Oeste do Parana - UNIOESTE (PUBLISHER)
DOI10.48075/rd.v7i2.28479
OpenAlexW3217650293
LanguagePT

A estilística de vida move as linhas do presente trabalho, considerando a arte um subterfúgio reflexivo e político, possível de sustentar os diversos sentidos para o existir. Com base na literatura, como uma expressão da arte, em interface com a Psicologia, buscamos compreender o projeto de completude da personagem em A Parte que Falta, obra de Silverstein (1976/2018). O vazio torna-se uma questão que permeia os (des)encontros humanos com a liberdade, a situação, o outro e a reciprocidade. Em um viés existencialista, Jean-Paul Sartre (1943/2015) ampara uma compreensão da leitura a partir do método fenomenológico, destacando todo o desvelar do conhecimento em seu curso, nunca determinado, em constante vir-a-ser. O projeto de completude surge por um incômodo da personagem devido a sua condição corpórea ao passo que ser completa em seu imaginário era sinônimo de realização, entrementes, ao completar-se, ela experiencia o caráter de em-si, um engodo hermético ao mundo, percebendo o vazio enquanto a possibilidade que ainda não se fez e que a impulsiona a criar seu próprio caminho. Ao questionarmos acerca do para quê/para quem falta, Simone de Beauvoir (1949/2015) subsidia as problematizações, encorpando uma faceta feminista para o existencialismo, escancarando as nuances da liberdade (não sendo igualitária ao sujeito fêmea), o custo de transcender uma situação, sendo a completude, uma escolha alienada da mulher para sustentar seu ser no mundo masculinizado e hierarquico. O caráter de Outra, de inessencial permeia a historicidade da mulher, tornando a liberdade um constante enfrentamento em toda situação no patriarcado (família, matrimônio, sexualidade, política), tornando a falta um empecilho para a genuína realização no mundo

Art · Humanities · Gender, Sexuality, and Education · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy · Psychology and Mental Health

Highly citedNo

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