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Da barbárie à memória

Imagens Urbanas Como Espaços De Resiliência

Bibliographic Data

ID5331469
AuthorsHércules Da Silva Xavier Ferreira (0000-0002-6147-4563, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), L Campos (0000-0001-5985-1756, Instituto Nacional de Patrimonio Cultural), Pedro Gustavo Morgado Clerot (0000-0002-9807-7844, Instituto Nacional de Patrimonio Cultural)
Year2020
Issue24
Pages653-675
Publication date2020-05-31
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Maracanan (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092
PublisherUniversidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER)
DOI10.12957/revmar.2020.47751
OpenAlexW3033317527
LanguagePT
Citations received1
References cited2

Nos anos 1998, 2005 e 2017, ocorreram três mortes criminosas em três espaços próximos entre si, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Três jovens de classe média foram brutalmente assassinados e ganharam homenagens póstumas, de uma escultura e dois grafites respectivamente. E no ano de 2018 a vereadora Marielle Franco foi assassinada, ensejando similar compreensão social e ressignificando o local de ocorrência do crime, e muitos outros, com intervenções artísticas. Tais espaços e seu entorno, assim como tantos outros que pontuam as cidades brasileiras, bem poderiam receber a alcunha de polígono da violência ou circuito da dor, por retratarem pessoas mortas. Diante desta realidade, a pesquisa aqui apresentada trata de uma reflexão analítica à luz dos conceitos de "recolhimento" e "distração" de Walter Benjamin, com a proposta comunicológica de Vilém Flusser, tendo ainda por base a poética da ausência de Fernando Catroga e os estudos culturais sobre a memória de Aleida Assmann, como uma proposta para a devida compreensão dessas práticas de intervenções urbanas enquanto fenômeno e sua função social. Por fim, as análises realizadas permitiram inferir que essa forma de ressignificação do sofrimento gera espaços de resiliência, uma vez que materializam a memória da perda no ambiente urbano, por meios de marco artístico, retratando uma última imagem positiva do falecido, para que outros transeuntes vejam e sejam afetados pelo conhecimento de seus nomes e suas histórias

Memory, Trauma, and Testimony · Public Spaces through Art · Urban and sociocultural dynamics

  • Marielle restored? Mortuary graphisms, memory and ritual in intersectional and anti-racist responses to necropolitical violence in Rio de Janeiro

    Open Access•Julio Bizarria, E D C Gomes•Memory Studies•2022

  • Wisdom sits in places

    Keith H Basso•Wisdom sits in places•1996

  • A Structural Comparison of Disposal of the Dead in the Mousterian and the Upper Paleolithic

    Sally R Binford•Southwestern Journal of…•1968

Unique citing works1
Citations per year0,25
Citation span2022 - 2022 (1)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 1

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