Traficantes, senhores de engenho e dívidas
A trajetória de Gabriel Antonio no tráfico, 1828-1852
Bibliographic Data
| ID | 5331545 |
|---|---|
| Authors | Marcus J M De Carvalho (0000-0003-1912-2879, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Issue | 36 |
| Pages | 229-254 |
| Publication date | 2024-10-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Maracanan (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092 |
| Publisher | Universidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER) |
| DOI | 10.12957/revmar.2024.83240 |
| OpenAlex | W4403215360 |
| Language | PT |
Este texto lida com a carreira de um traficante de escravizados que começou como caixa e mestre de um navio escravista de um dos maiores traficantes da rota para Pernambuco antes de 1831. Documentos cartoriais, notícias, sátiras nos jornais, processos judiciais e o seu pedido de moratória em 1863, permitem vislumbrar uma parte da trajetória de Gabriel Antonio no tráfico, bem como suas conexões mercantis, ascensão e atuação como senhor de engenho-traficante, uma vez que recepcionava os navios do tráfico nas praias contíguas aos seus engenhos. A observação de sua carreira ajuda ainda a entender os muitos vínculos do tráfico com a elite imperial e com a classe senhorial depois de 1831, bem como o uso de letras de câmbio pelos traficantes, que nestes casos nem sempre funcionavam apenas instrumentos de crédito para financiar as safras, por exemplo. Para os traficantes a letras serviam como um artifício jurídico para fraudar a lei, ao conferir a uma operação completamente ilegal, a venda de pessoas ilegalmente escravizadas e contrabandeadas, a aparência de um empréstimo como outro qualquer, a juros correntes. Elas conferiam inclusive segurança jurídica ao crime, pois o principal e os juros das letras podiam ser cobrados em juízo
Art · Political science · Social and Economic Solidarity · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |