Anos do golpe de 1964 | Entrevista com Tatyana de Amaral Maia
Bibliographic Data
| ID | 5331667 |
|---|---|
| Authors | Tatyana De Amaral Maia (0000-0002-1558-2192, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Issue | 37 |
| Pages | 97-104 |
| Publication date | 2024-12-31 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Maracanan (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-989X • E-ISSN: 2359-0092 |
| Publisher | Universidade de Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER) |
| DOI | 10.12957/revmar.2024.88930 |
| OpenAlex | W4406168963 |
| Language | PT |
Tatyana de Amaral Maia, professora de História da UERJ, enfatiza a importância de entender o golpe de 1964 como um evento civil-militar apoiado por setores diversos, incluindo militares, políticos conservadores e a elite econômica. A historiografia atual reflete debates sobre as razões do golpe, incluindo a politização do anticomunismo e o apoio dos EUA, salientando que a ditadura resultante promoveu ampla violência e censura. A transição para a democracia foi negociada, limitando a Justiça de Transição e perpetuando a impunidade, especialmente pela manutenção da Lei da Anistia. A crítica crescente ao modelo de transição tem alimentado negacionismos que minimizam os impactos da ditadura, refletindo no aumento da militarização e na presença das Forças Armadas na política. A crise política desde 2013 ampliou a influência da extrema-direita, transformando as narrativas públicas. Ela frisa que a cultura autoritária, ainda presente nas esferas públicas, ameaça ideais democráticos e a justiça social, apontando a necessidade dos historiadores de se engajarem pela democracia. O contexto atual, com um Congresso conservador e desafios econômicos, exige cuidado na preservação e fortalecimento da democracia, especialmente em um ano de eleições municipais cruciais para o futuro político do país
Humanities · Brazilian cultural history and politics · Philosophy
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |