Dandismo, estética queer e consumo
Sobre a coleção de Dorian Gray e a performance do eu
Bibliographic Data
| ID | 5332155 |
|---|---|
| Authors | Andrio De Jesus Rosa Dos Santos (0000-0002-6667-8039, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 10 |
| Issue | 1 |
| Pages | 1-21 |
| Publication date | 2025-03-05 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Odisseia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1983-2435 • E-ISSN: 1983-2435 |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (PUBLISHER) |
| DOI | 10.21680/1983-2435.2025v10n1id32638 |
| OpenAlex | W4412994089 |
| Language | PT |
O dandismo e suas contradições têm auxiliado a pensar identidades queer desde a virada do século XIX. O dândi cultiva uma estética das aparências e pratica uma estetização e estilização do corpo, o que denuncia o caráter performativo da identidade e abala concepções heteronormativas sobre corpo, gênero e sexualidade. A noção de dandismo como performance (e como uma forma de protesto contra o capitalismo industrial moderno) tornou-se a base para modelos contemporâneos de arquétipos identitários gays discutidos pelos estudos gays e queer, assim como para discussões contemporâneas sobre políticas de estilo. Neste ensaio, discuto o capítulo IX de The Picture of Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde, o "tratado estético" do romance. Nele, Wilde articula a figura do dândi, Dorian Gray, a uma estética queer através da experiência da coleção de itens raros, exóticos e manufaturados, promovida por uma espiritualização dos sentidos
Art · Gray (unit · Humanities · Art, Politics, and Modernism · Cultural, Media, and Literary Studies · Gender, Sexuality, and Education · Medicine · Psychology
| Highly cited | No |
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