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Pode o subalterno falar

Bibliographic Data

ID5332159
AuthorsMariana Sousa Dias (0000-0001-6411-024X, Colégio Pedro II, corresponding author)
Year2020
Volume5
Issue1
Pages120-140
Publication date2020-06-03
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Odisseia (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1983-2435 • E-ISSN: 1983-2435
PublisherUniversidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (PUBLISHER)
DOI10.21680/1983-2435.2020v5n1id20573
OpenAlexW3032914774
LanguageEN
Citations received10

O presente trabalho analisa a (re)criação de vozes silenciadas pelo colonizador em A gloriosa família, obra publicada pelo escritor angolano Pepetela em 1997. Se o romance tem Baltazar van Dum como protagonista, não é ele, entretanto, quem nos apresenta os fatos, mas sim seu inseparável escravo, um narrador analfabeto e mudo de nascença. Por meio de tal impossibilidade de base essencialmente metaficcional, Pepetela problematiza a marginalização operada pela destituição da palavra, reforçando-a como elemento crucial para a construção de subalternidades. Para tratarmos das estratégias utilizadas pelo autor para a composição da fala do sujeito subalterno, emudecido pela violência colonial portuguesa, recorreremos a pesquisadores como Homi K. Bhabha (2007, 2010), Linda Hutcheon (1991), Mbembe (2014) e Gayatry Spivak (2010

Romance · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Literature, Culture, and Criticism

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Citation span2019 - 2025 (7)
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Highly citedNo
Citation typesNeutral: 9

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