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Invisibilidade das pessoas trans na formação médica e psicológica brasileira

Uma Breve Revisão

Bibliographic Data

ID5332809
AuthorsRaquel Silva Barretto (0000-0002-9571-473X, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Paulo César Souza García (0000-0001-7208-6358, Universidade do Estado da Bahia)
Year2025
Volume2
Issue21
Pages80-103
Publication date2025-04-24
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Periódicus (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2358-0844 • E-ISSN: 2358-0844
PublisherUniversidade Federal da Bahia (PUBLISHER • BR)
DOI10.9771/peri.v2i21.55159
OpenAlexW4409877808
LanguagePT

A medicalização é compreendida como uma patologização de fatores diversos, que fazem parte das vivências humanas e comumente transitam pelas esferas biológicas e subjetivas. Já a medicamentalização vem no bojo dessa questão, porque as classificações nosológicas acabam por alimentar uma cadeia de discursos que levam ao processo da farmacologização (dos sentimentos, dos modos de ser, das interações e dos corpos). A sexualidade foi uma das áreas que mais sofreu com esse processo e, por décadas, os sujeitos que vivenciavam a "dissidência" nos seus corpos, foram incorporados aos Manuais de Classificações Médicas, que apontavam as suas características na égide dos desvios ou transtornos, fato este que sofreu mudanças tardias. No caso da homossexualidade, somente em 1990, a Organização Mundial de Saúde reconheceu que era necessário retirá-la do Código Internacional de Doenças (CID), já a transexualidade passou pelo mesmo apenas em 2018. Todavia, nem sempre a prática profissional acompanha as normativas ou Resoluções dos Conselhos e, por vezes, estas últimas sequer passam pelas salas de aula dos cursos de graduação. Com o objetivo de conhecer quais discursos são sustentados e como os cuidados às pessoas transexuais têm sido abordados nos cursos de graduação em Medicina e Psicologia no Brasil, foi realizada uma revisão integrativa nas bases BVS, Oasis e Pubmed, resultando em treze artigos, que foram trabalhados com base na análise temática e explicados com base na "literatura raiz". Concluiu-se que nos cursos que tiveram grande responsabilidade na patologização desses sujeitos, os mais voltados para os campos biológicos são também os mais difíceis de romper com os discursos conservadores, biologicistas, elitistas e cisnormativos. Os discursos fundam, nomeiam e exercem funções de controle, são os discursos que impedem a chegada de determinadas temáticas nos espaços acadêmicos, mas, por outro lado, espera-se que a potência dos discursos das minorias, que ainda ocorre fora das salas de aula, em breve se materialize em uma construção que rompa com os muros e construa pontes, dadas as demandas crescentes daqueles que necessitam de atenção e assistência integral

Health, Nursing, Elderly Care · Palliative and Oncologic Care · Philosophy · Psychology and Mental Health

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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