Performances trans incomodam? Quando a vida em público é passível de violência
Bibliographic Data
| ID | 5332947 |
|---|---|
| Authors | Daniela Souza, Daniela Moura Rocha De Souza (Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 1 |
| Issue | 11 |
| Pages | 176-191 |
| Publication date | 2019-11-12 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Periódicus (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2358-0844 • E-ISSN: 2358-0844 |
| Publisher | Universidade Federal da Bahia (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.9771/peri.v1i11.29304 |
| OpenAlex | W3013897311 |
| Language | PT |
| References cited | 5 |
Neste texto nos dedicamos às performatividades discursivas midiáticas que narram as lutas de corpos marginalizados, excluídos e desumanizados. Nos atemos à novela "A Força do Querer", da Rede Globo de Televisão, enquanto produção midiática que impulsiona a circulação de discursos sobre a transexualidade. O ângulo de observação pretendido contempla semioses direcionadas a situações de violência e performatividades de afeto decorrentes de tais situações. Através de índices que entremeiam significações de violência pretendemos observar como a precariedade está entextualizada. Os afetos, neste caso, são significativos do reconhecimento da humanidade presente nestas vidas, de modo que através deles é possível observar se essas vidas são consideradas vivíveis ou visíveis. São perguntas a serem respondidas aqui: De que forma a transfobia é entextualizada? Quais discursos são utilizados para justificar, motivar ou endossar atos de violência? Quais afetos são levados em conta? As noções de vergonha, medo, melancolia, solidão e trauma estão envolvidas? São conceitos operacionalizantes da análise de texto aplicados a este trabalho: entextualização e indexicalidade. Precariedade, violência, reconhecimento, afeto, soberania e estado de exceção são temas transdisciplinares que nortearam também este texto. A visibilidade midiática da violência contra o corpo trans confere a este subgrupo de vidas, marginalizado pelo biopoder, o reconhecimento da precariedade. A vida em si é representativa de um coletivo numérico que morre todos dias, que é assediada, violentada, ferida, desumanizada. O afeto, neste caso, torna o corpo trans reconhecível, dá vida a este corpo, humaniza-o, torna-o enlutado. Os afetos tornam dicotomicamente reconhecíveis tanto a precariedade, violência e morte quanto a vida vivível
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Youth, Politics, and Society
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |