O protagonismo da criança intersexo diante do protocolo biomédico de designação sexual
Bibliographic Data
| ID | 5333015 |
|---|---|
| Authors | Andrea Santana Leone De Souza (0000-0001-7304-9639, Universidade Federal do Oeste da Bahia), Ana Karina Canguçu-Campinho (Hospital Ana Nery), Ana Karina Figueira Canguçu-Campinho, Monica Neves Aguiar Da Silva (0000-0002-4555-423X, Hospital Ana Nery) |
| Year | 2021 |
| Volume | 1 |
| Issue | 16 |
| Pages | 130-162 |
| Publication date | 2021-08-16 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Periódicus (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2358-0844 • E-ISSN: 2358-0844 |
| Publisher | Universidade Federal da Bahia (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.9771/peri.v1i16.43017 |
| OpenAlex | W3210346953 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
A intersexualidade é uma expressão biológica de corpos que se apresenta diversa da lógica biomédica, historicamente chancelada, que separa o corpo como sendo feminino e masculino. Seu tipo mais comum é a Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), que se expressa com "ambiguidade genitália". A Resolução 1664/2003 e o Consenso de Chicago de 2006 determinam que a intersexualidade é o resultado de uma anomalia do desenvolvimento sexual, entendida como caso de urgência médica e social, devendo ser acompanhada por equipe multidisciplinar com a participação dos pais e responsáveis e, sempre que possível, da pessoa intersexo, para a designação sexual. O Consenso ainda determina que pacientes com HAC, 46, XX sejam designados para o sexo feminino. Assim, o artigo visa analisar e discutir o protagonismo das pessoas intersexo diante de um protocolo biomédico de designação sexual. O método de abordagem selecionado é de natureza qualitativa, cujos procedimentos são os seguintes: revisão de literatura; revisão legislativa; e entrevista semiestruturada. Adotou-se para a escolha dos entrevistados o uso da técnica de casos críticos, sendo que, dentre os indicados pelos profissionais do ambulatório de genética, foram escolhidos dois casos: um cuja identidade de gênero se alinha ao sexo que foi designado ao nascimento; e o outro cuja identidade de gênero não se alinha ao sexo designado ao nascimento. Percebe-se que esses protocolos mantêm uma lógica binária/ heteronormativa que não privilegia a participação do paciente; essa participação é mais discutida quando o paciente é menor de idade. O protocolo biomédico de designação sexual não garante o protagonismo da pessoa intersexo no momento que entende pela importância da cirurgia como melhor estratégia para a "normalização" dos corpos. Para viabilizar o protagonismo dessa pessoa, é necessário postergar a realização da cirurgia nos casos que não são indispensáveis para a saúde da criança, considerando que é um ato irreversível, porém, adiável
Humanities · Philosophy · Reproductive Health and Technologies · Sexual Differentiation and Disorders
Global Disorders of Sex Development Update since 2006
Consensus statement on management of intersex disorders
The International Law on the Rights of the Child
Children's Participation
The weight of the child's view (Article 12 of the Convention on the Rights of the Child)
Gender Dysphoria and Gender Change in Chromosomal Females with Congenital Adrenal Hyperplasia
Sexing the body
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |