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Notificação de violência autoprovocada e interpessoal da população LGBT, estado do Rio de Janeiro, 2015-2021

Bibliographic Data

ID5333950
AuthorsGeorgia Thais Lima Cordeiro (0000-0002-7241-948X, Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro), Vania Reis Girianelli (0000-0002-8690-9893, Fundação Oswaldo Cruz)
Year2023
Volume47
Issuespe1
Publication date2023-01-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde em Debate (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-1104 • E-ISSN: 2358-2898
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/2358-28982023e18951p
OpenAlexW4400160571
LanguagePT
References cited10

Este estudo teve como objetivo comparar as características das notificações de violência na população LGBT com as demais populações, ocorridas no estado do Rio de Janeiro no período de 2015 a 2021. Trata-se de uma pesquisa epidemiológica observacional do tipo painéis repetidos, com base em dados de notificação de violências ocorridas na faixa etária de 18 a 59 anos, disponibilizados pelo estado do Rio de Janeiro. Foram elegíveis 114.093 notificações, sendo apenas 2,8% referentes à população LGBT. Houve, entretanto, um aumento da proporção das notificações nessa população (β = 0,46; p < 0,001), atingindo 4,5% em 2021. A maioria das notificações de violência autoprovocada e interpessoal ocorreu nos mais jovens, de 18 a 39 anos, e nos(as) negros(as), sendo proporcionalmente maior entre a população LGBT (p < 0,001). A violência física foi a mais notificada (90,5%). A notificação de tortura (2%) e a violência sexual (8%) foram proporcionalmente maiores nessa população (p < 0,001), mas a tortura apresentou leve declínio no período (β = -0,19; p = 0,039). A ampliação do preenchimento da notificação, para além das instituições de saúde, poderia contribuir para redução da subnotificação e, consequentemente, dar maior visibilidade à violência vivenciada, em particular, pela população LGBT

Art · Humanities · Adolescent Sexual and Reproductive Health · Intimate Partner and Family Violence · Male Reproductive Health Studies

  • Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos

    Open Access•J L F Antunes, Maria Regina Alves Cardoso•Epidemiologia e Serviços de Saúde•2015

  • Caracterização das notificações de violência autoprovocada em lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) do Estado do Paraná de 2015 a 2017

    Open Access•Rafael Olegario Dos Santos, Maurício Polidoro et al.•Cadernos de Gênero e Tecnologia•2022

  • Suicídio e depressão na população LGBT

    Open Access•Elias Teixeira de Oliveira, Kelly Graziani Giacchero Vedana•SMAD Revista Eletrônica Saúde…•2020

  • Vigilância para acidentes e violência

    Open Access•Eliseu Alves Waldman, Maria Helena de Mello Jorge•Ciência & Saúde Coletiva•1999

  • A proposta da rede de serviços sentinela como estratégia da vigilância de violências e acidentes

    Open Access•Vilma Pinheiro Gawryszewski, Marta Maria Alves Da Silva et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2006

  • Violência e saúde

    Open Access•Lilia Blima Schraiber, Ana Flávia Pires Lucas D’oliveira et al.•Revista de Saúde Pública•2006

  • Política de saúde LGBT e sua invisibilidade nas publicações em saúde coletiva

    Open Access•Marcos Vinicius Da Rocha Bezerra, Camila Amaral Moreno Freitas et al.•Saúde em Debate•2019

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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