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Atenção em saúde mental para adolescentes femininas em Unidades Socioeducativas

Dilemas De Governança E Medicalização

Bibliographic Data

ID5335801
AuthorsPedro Rodolfo Fernandes Da Silva (0000-0003-0811-4080, Fundação Oswaldo Cruz), Fernanda Lacerda Gama (0000-0002-6916-0323, Secretaria Municipal de Saúde), Nilson Do Rosário Costa (0000-0002-8360-4832, Fundação Oswaldo Cruz)
Year2019
Volume43
Issuespe7
Pages62-74
Publication date2019-01-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSaúde em Debate (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-1104 • E-ISSN: 2358-2898
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/0103-11042019s705
OpenAlexW3043061652
SCIELO_PIDS0103-11042019001200062
LanguagePT
References cited10

O trabalho analisa a utilização de medicamentos psicoativos por adolescentes femininas internadas em Unidades Socioeducativas (USEs) no Brasil. Descreve as diretrizes da política pública nacional e a qualidade da coordenação da atenção em saúde mental pelos governos subnacionais. O artigo tem como hipótese que a governança verticalizada da USE está associada à utilização de medicação psicoativa. O modelo da pesquisa foi estudo comparado dos casos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os dados resultaram da coleta em prontuários e entrevistas com informantes-chave. O artigo demonstra que a governança vertical observada no Rio Grande do Sul está associada à alta prevalência de diagnósticos de transtorno mental e ao uso de medicamentos psicoativos pelas adolescentes privadas de liberdade. Na assistência verticalizada no Rio de janeiro, a adoção de um protocolo clínico em que o psiquiatra é o último profissional na linha de cuidado resultou no uso residual de psicofármacos. A despeito da articulação com atenção primária, a utilização de medicação psiquiátrica observada na USE feminina de Minas Gerais não era residual por alcançar 45% das adolescentes custodiadas. As evidências revelam que as sanções de privação de liberdade por atos infracionais podem produzir decisões de medicalização que ameaçam o direito dos adolescentes no campo da saúde. As diretrizes da política nacional incentivam escolhas mais cautelosas. As psicoterapias e as ações de reabilitação são as intervenções de primeira linha defendidas. A adoção da medicação deve incluir a avaliação dos riscos e benefícios. O manejo cuidadoso da intervenção psicofarmacológica pode evitar o excesso de prescrições e a subestimação dos efeitos adversos

Art · Humanities · Child Welfare and Adoption · Health, Nursing, Elderly Care · Medicine · Nursing · Psychology · Youth, Drugs, and Violence · Gerontology

  • Deviance and medicalization

    Peter Conrad•Deviance and medicalization•1985

  • Reforma psiquiátrica, federalismo e descentralização da saúde pública no Brasil

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  • A atenção em saúde mental aos adolescentes em conflito com a lei no Brasil

    Open Access•Nilson Do Rosário Costa, Augusto Da Cunha Raupp et al.•Ciência & Saúde Coletiva•2017

  • Uso racional de medicamentos, farmaceuticalização e usos do metilfenidato

    Open Access•Ângela Esher, Tiago Coutinho•Ciência & Saúde Coletiva•2017

  • Medicalization and pharmaceuticalization at the intersections

    Open Access•Susan E Bell, Anne E Figert et al.•Social Science & Medicine•2012

  • Pharmaceuticalization of Society in Context

    Open Access•John Abraham•Sociology•2010

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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